Descrição de chapéu
Eduardo Pacheco e William Boudakian

Organização da Rede Folha recebe prêmio durante a pandemia

Eduardo Pacheco

Presidente da Hurra! e integrante da Rede Folha de Empreendedores Socioambientais.

William Boudakian

Presidente do conselho de representantes da Rede Esporte pela Mudança Social

São Paulo

A Hurra!, organização paulista da Rede Folha de Empreendedores Sociais que utiliza o esporte para promover o desenvolvimento humano integral e a transformação social através do esporte, recebeu o prêmio Organização Amiga da Lei de Incentivo ao Esporte no primeira edição do Prêmio Amigo do Esporte da Secretaria Estadual do Esporte do Estado de São Paulo.

A Hurra! é um exemplo entre as muitas organizações que lideram a tarefa de transformar por meio do esporte e educar valores de cidadania em áreas onde faltam serviços essenciais.

Presidente da Hurra!, Eduardo Pacheco e Chaves, recebendo o Prêmio Amigo do Esporte da Secretaria Estadual do Esporte do Estado de São Paulo.
Presidente da Hurra!, Eduardo Pacheco e Chaves, recebendo o Prêmio Amigo do Esporte da Secretaria Estadual do Esporte do Estado de São Paulo. - Arquivo pessoal

O foco da entidade é capacitar e acompanhar professores de educação física com objetivo de levar atividades que consolidem a formação das habilidades cognitivas, habilidades cívicas e valores ligados ao esporte para jovens de 4 a 18 anos em horário do contra turno escolar, e com isso exercer papel de organização social de utilidade pública.

Foi fundada em 2009 por um grupo de pessoas do esporte e da educação, sendo Eduardo Pacheco um de seus idealizadores. A organização sem fins lucrativos já capacitou mais de 700 professores e impactou mais de 60 mil crianças e jovens.

A organização recebeu nesta segunda-feira o primeiro prêmio das mãos do Secretário Estadual de Esportes Aildo Ferreira. Ela também está entre outras organizações que tem exercido relevante papel no combate à pandemia da Covid-19. Como a Hurra!, que entregou mais de 18 mil cestas básicas a famílias de seus alunos, outras ONGs do esporte têm feito a diferença nas comunidades brasileiras.

Dentre as conhecidas Rocinha no Rio de Janeiro ou Paraisópolis em São Paulo, muitas comunidades estão superando o impacto da Covid-19 com o apoio de heróis e heroínas que brilharam nos tatames, quadras, campos, pistas e ruas, mas que acima de tudo brilham em suas comunidades.

São amantes do esporte, ex-atletas ou medalhistas olímpicos que escolheram levar o esporte e cidadania para milhares de pessoas inseridas em contextos desafiadores. Estes heróis se reúnem em torno de um propósito: promover mudança social por meio do esporte.

Nomes como Guga Kuerten, Hortência, Flávio Canto, Marta, Rubens Barrichello e Ana Moser, outra finalista do Prêmio Empreendedor Social da Folha, além de outros representantes das mais diversas modalidades esportivas, são exemplos de símbolos do esporte que comandam ações ou projetos sociais em regiões vulneráveis no país. Neste momento, estão unidos para levar alimentos e material de higiene pessoal a mais de 33 mil famílias.

"Este prêmio reafirma a importância da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte (LPIE), que financia centenas de organizações e que, em momentos como estes, reafirma o espírito de solidariedade que é compartilhado por tantos cidadãos no Brasil”, disse Antônio Lourenço Júnior, presidente da LPIE, sobre o prêmio.

“O Prêmio significa que a SELJ está prestando atenção ao trabalho realizado por estas organizações. Reconhece o trabalho no desenvolvimento do esporte de base, os esforços diários que estão sendo feitos na educação através do esporte e também para a solução de questões sociais com inovação e atuação direto na ponta”, afirmou o Secretário de Esportes do Estado de São Paulo Aildo Rodrigues Ferreira.

Em pesquisa realizada na Rede Esporte pela Mudança Social --rede que reúne mais de 130 instituições que acreditam no esporte como fator de desenvolvimento humano e, juntas, realizam mais de 200 mil atendimentos diretos por ano--, a maioria das organizações utilizam Leis de Incentivo ao Esporte, seja na esfera federal, estadual ou municipal, para conseguir levar o esporte aonde é mais necessário.

Segundo dados da PNAD de 2015, 62,1% dos brasileiros são inativos, e este recorte na população mais pobre chega a 78,7%. A atuação das instituições via projetos incentivados transforma a vida de milhares de crianças e jovens em regiões de alta vulnerabilidade social e onde são cada vez menos ativos fisicamente.

Iniciativas como a do Prêmio Amigo do Esporte são extremamente importantes para o esporte, para a saúde e para a consolidação da cidadania. Especialmente em um país onde o esporte tem espaço diminuto no orçamento de políticas públicas e nem sempre é considerado nos projetos de renúncia fiscal das empresas.

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