Dez iniciativas que mitigaram efeitos da Covid-19 são destaque do Empreendedor Social

Finalistas na categoria Mitigação da Covid-19 são anunciados em cerimônia virtual nesta segunda-feira (7)

São Paulo

Foram anunciadas nesta segunda-feira (7), pelos apresentadores Zeca Camargo e Maria Gal, as Top 10 iniciativas de mitigação dos efeitos da pandemia no Brasil.

Realizado pela Folha em parceria com a Fundação Schwab, o Prêmio Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19 premiou dez organizações em cerimônia virtual transmitida ao vivo.

Apõs o anuncio dos finalistas da categoria Ajuda Humanitária, o concurso premiou na categoria Mitigação da Covid-19 as seguintes iniciativas: Comitê das Favelas; Florescer Brasil; Fundo Emergencial para a Saúde; Heróis Usam Máscaras; Humanizando a Pena, Protegendo a Vida; Iniciativa + Manutenção de Respiradores; Matchfunding Enfrente; Missão Covid-19; Unidades Móveis de Enfrentamento à Covid-19 e Vitalk.

Em razão dos protocolos exigidos para evitar contágio pelo coronavírus, a cerimônia de premiação neste ano foi virtual.

Assim, os dez destaques foram apresentados em vídeos pré-gravados, nos quais os líderes de cada iniciativa resumiram em um um minuto o trabalho desenvolvido para o enfrentamento da crise sanitária, social e econômica.

Para que um finalista por categoria participasse também por videoconferência representando o conjunto de premiados, foi usada a soma de pontuação dos candidatos nas duas fases (notas da comissão avaliadora e do júri). O melhor pontuado em cada categoria por esse critério foi apresentado como décimo e último finalista, encerrando o anúncio da categoria.

No caso de Mitigação da Covid-19, o representante foi Gilson Rodrigues, do G10 Favelas e União dos Moradores de Paraisópolis, à frente da iniciativa Comitê das Favelas.

"A Covid evidenciou todos os problemas da favela e nós mostramos que podemos ser solução, que somos potentes. Isso foi possível graças ao apoio de muita gente, foi um movimento de solidariedade que ajudou o Brasil inteiro a combater o coronavírus, enquanto o governo se mostrava diferente a cada prefeitura", afirmou Gilson.

"A favela faz parte do Brasil e deve ser fortalecida. Que ela seja protagonista de suas ações, e que o que aconteceu em Paraisópolis aconteça em todo o país. A transformação será feita pelos favelados."

Nesta edição especial, todos os candidatos que chegaram à final são premiados. O concurso não elegeu um vencedor, mas todos os destaques, numa lógica de estimular a colaboração e o trabalho em rede e não a competição.

Para chegar aos premiados desta segunda-feira, um júri composto de 18 nomes analisou 45 semifinalistas distribuídos nas três categorias: Ajuda Humanitária, Mitigação da Covid-19 e Legado Pós-pandemia.

“Estamos impressionados pela maneira como negócios sociais conseguiram crescer para ajudar milhões na pandemia”, afirma Hilde Schwab, cofundadora da entidade que reúne mais de 400 organizações ao redor do mundo, parceira da Folha há 16 anos na realização da premiação no Brasil.

“É particularmente impressionante como empreendedores sociais brasileiros desempenharam papel vital em suas comunidades e estão na linha de frente no combate ao coronavírus”, avalia Hilde.

Para Sérgio Dávila, diretor de Redação da Folha, a premiação 2020 é única. “Em um momento histórico para a filantropia e para o investimento social privado, que tiveram papéis fundamentais no socorro aos vulneráveis, no fortalecimento do SUS e na influência em políticas públicas.”

Ao parabenizar os 30 finalistas premiados, Dávila destaca que são todos vencedores. “O Brasil que emerge da pandemia é solidário, resiliente e empreendedor.”

O prêmio Empreendedor Social tem patrocínio de Ambev, Sesi/Senai, Coca-Cola Brasil e apoio da Vedacit. E conta com parceria estratégica de Ashoka, British Council, ESPM, Fundação Dom Cabral, Prosas, Pacto Global e UOL.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.