Arrecadação da etapa virtual do Circuito Sesc de Corridas será destinada ao Amazonas

Cestas básicas fazem parte do Mesa Brasil, programa que distribuiu 50 milhões de quilos de alimentos em 2020

São Paulo

Três mil cestas básicas, arrecadadas por meio de doações de participantes da etapa virtual do Circuito Sesc de Corridas, serão destinadas a famílias do Amazonas em fevereiro.

Com a contribuição de 7.000 inscritos na corrida em dezembro, o programa Mesa Brasil, maior banco de alimentos da América Latina, recebeu R$ 152 mil para a compra das cestas.

A escolha do local de distribuição se deu diante do agravamento da pandemia de Covid-19 no entorno de Manaus.

As cestas serão compradas na região, em respeito à cultura alimentar local, e enviadas a instituições assistenciais. “Comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas também serão atendidas”, diz Ana Cristina Barros, gerente de Assistência do Sesc Nacional.

O Mesa Brasil, que combate o desperdício e a insegurança alimentar desde 1994, precisou ajustar o foco em 2020. “A demanda passou a ser por uma refeição principal, e não mais uma complementação”, diz Ana Barros.

Com 80% das doações advindas do excedente de produção de hortifrutigranjeiros, o programa distribui alimentos in natura para 6.000 instituições.

São produtos fora do padrão de comercialização, mas próprios para o consumo, que se transformam em sucos e refeições complementares.

A reinvenção contou com cartões-alimentação e quentinhas prontas, algo que o Mesa Brasil nunca tinha feito. A meta de atender 1,5 milhão de pessoas por dia duplicou com o aumento de público nas organizações sociais.

Foram 50 milhões de quilos de alimentos distribuídos durante o ano.

Para Ana Barros, tendo em vista que 12,8% dos brasileiros passaram a viver com menos de R$ 246 por mês, manter as parcerias conquistadas e a perenidade das doações é o desafio do programa para 2021.

“Será um ano difícil. A porta vai estar estreita para tanta gente querendo entrar”, diz.

Além de recursos financeiros, é possível contribuir doando excedentes de produção, embalagens descartáveis, produtos de limpeza e higiene, entre outros.

Os alimentos são direcionados para ações emergenciais como a de Manaus, mas também para instituições de longa permanência de crianças e idosos, creches comunitárias, espaços de acolhimento a dependentes químicos, pessoas em situação de rua, entre outros.

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