Gerdau investe R$ 35 milhões no combate à pandemia e equipa hospitais em tempo recorde

Empresa se torna patrocinadora do Prêmio Empreendedor Social do Ano 2021, que abre inscrições em 1º de junho

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São Paulo

Ao completar 120 anos de existência, a Gerdau usa sua matéria-prima para mitigar os impactos da pandemia no país. A empresa destinou R$ 35 milhões para a construção de centros de tratamento de combate à Covid-19 e, neste ano, patrocina o Prêmio Empreendedor Social, realizado pela Folha em parceria com Fundação Schwab.

As estruturas de aço da companhia ergueram em tempo recorde novos complexos em oito hospitais pelo país, como o Hospital Municipal da Vila Santa Catarina, na região sul de São Paulo.

Foram 37 dias para entregar, em parceria com outras empresas e o Hospital Albert Einstein, 40 leitos de UTI, que ficarão como legado para pacientes oncológicos e transplantados.

Fachada do anexo construído no Hospital Municipal M'boi Mirim
Fachada do anexo construído no Hospital Municipal M'boi Mirim - Tulio Vidal/Divulgação

A obra contou com técnica de construção de módulos individuais. “É como estrutura de lego, o hospital é pré-construído na fábrica”, explica Paulo Boneff, líder de responsabilidade social da Gerdau, sobre o método inovador que aumenta a rapidez, flexibilidade e sustentabilidade das edificações.

O executivo conta que a produtora de aço, nascida como pequena fábrica de pregos em 1901 em Porto Alegre, tem histórico de ações sociais que iniciou com a filantropia. Hoje tem uma área, liderada por ele, dedicada ao investimento social.

“Fizemos uma revisão estratégica e entendemos que o tema que faz mais sentido é o empreendedorismo, que ajudou a Gerdau ser o que é hoje, uma multinacional brasileira”, diz Boneff sobre o grupo com presença em dez países.

Na companhia centenária, as iniciativas de fomento ao empreendedorismo se voltam a três áreas: educação, habitação e reciclagem. Maior recicladora da América Latina, a companhia usa sucata em 73% do aço que produz. “Reciclagem é contribuição social", afirma o executivo.

O programa Gerdau Transforma, que ajuda a tirar ideias de negócios do papel, formou 1.096 alunos no ano passado –31% tiveram aumento em sua renda mensal. “Acreditamos que o empreendedorismo é uma alavanca para empoderar pessoas e moldar um futuro melhor”, diz Paulo Boneff.

O investimento em saúde não era prioridade, mas a chegada do coronavírus no Brasil mexeu com as estruturas da companhia. “Logo em março, em reunião do conselho, entendemos que, como empresa brasileira, tínhamos que fazer alguma coisa”, afirma o executivo.

Foi criado então o Fundo Covid-19 que destinaria, a princípio, R$ 20 milhões para ações em saúde e assistência social. “Foram renovados mais R$ 15 milhões para 2021.”

A cooperação com outras empresas e iniciativas foi fundamental para potencializar a área da saúde com agilidade e eficiência. O Hospital Municipal M’boi Mirim (SP) e o Hospital Moinhos de Vento (RS) ganharam centros de tratamento com novo leitos.

No caso do hospital gaúcho, foram investidos R$ 10,4 milhões, doados pelas empresas Gerdau, Ipiranga e Grupo Zaffari. O Hospital Moinhos de Vento, outro parceiro da iniciativa, forneceu materiais, medicamentos e outros itens necessários à operação do anexo. A unidade tem gestão feita pela Rede de Saúde Divina Providência, por meio do Hospital Independência.

Mais de 5.000 concentradores de oxigênio foram doados ao Ministério da Saúde, além de 200 mil equipamentos de proteção individual.

A Gerdau também doou, junto ao Unicef e ao Fundo Social do Estado de São Paulo, 12 mil cestas em vários estados brasileiros. “Entendemos que podíamos melhorar o SUS, mas também ajudar pessoas a sobreviver na pandemia.”

homem de terno cinza e camisa azul listrada posa para foto. tem barba escura e atrás há um painel quadriculado
Paulo Boneff, líder de responsabilidade social da Gerdau - Divulgação / Gerdau

Como patrocinadora do Prêmio Empreendedor Social do Ano –principal concurso de empreendedorismo socioambiental da América Latina–, a Gerdau compartilha a premissa de reconhecer e apoiar líderes que atuam com impacto social.

“Ainda é fundamental reconhecer empreendedores sociais que estão fazendo esforços para ajudar pessoas a mitigarem os efeitos da pandemia” diz Boneff.

Ele aponta a necessidade de olhar para casos de pequenos empreendedores, de bairro, espalhados pelo país, com histórias que merecem ser compartilhadas. “Tenho certeza de que a Folha terá essa sensibilidade”, afirma.

Em 2020, o concurso inovou ao reconhecer 30 iniciativas de destaque no combate à Covid-19, de ações de pequenos produtores rurais a iniciativas bilionárias de bancos.

Na Escolha do Leitor, última etapa da premiação, a votação dos destaques se tornou plataforma de doação. O lançamento da edição deste ano será feito em 1º de junho.​

Erramos: o texto foi alterado

O Hospital Moinhos de Vento é privado e contou com doações de várias empresas, além da Gerdau.

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