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A importância de tornar o Brasil um polo de negócios socioambientais

Empreendedorismo social tem se consolidado no país como maneira de combater desigualdade e impactos da pandemia

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Empreender por oportunidade no Brasil está longe de ser uma tarefa trivial. Mas se ampliarmos esse objeto de análise, vamos constatar que possuímos características singulares que fazem do país um promissor ecossistema empreendedor.

De um lado, temos um mercado de mais de 213 milhões de habitantes que detêm 230 milhões de dispositivos móveis conectados, de acordo com relatório da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

De outro, possuímos microrregiões com potenciais consumidores e aptidões distintas em recursos naturais, culturais e tecnológicos. E vivenciamos uma transformação digital pertinente a uma nação emergente repleta de ineficiências e desafios que representam, em contrapartida, inúmeras oportunidades.

Nessa ótica, negócios de impacto socioambiental se encaixam perfeitamente, sobretudo quando pensamos na urgência em combater a desigualdade social e as mudanças climáticas.

Esse conjunto de características e oportunidades mostra que o Brasil pode se tornar um importante polo de negócios socioambientais.

A despeito dos desafios enfrentados, essa modalidade de empreendedorismo tem se expandido no país e se consolidado como tendência pelo potencial que possui em desenvolver produtos e serviços inovadores que amenizam problemas em setores como saúde, educação, habitação e meio ambiente.

Isso porque, quando unimos uma oportunidade de negócio a um olhar de impacto socioambiental, conseguimos ampliar os resultados positivos gerados.

Na visão de quem trabalha diariamente com empreendedorismo, é seguro dizer que estamos em um ponto de inflexão em relação à motivação, ao propósito e à ambição de empreender no país. E isso é ótimo!

Trata-se de um novo momento do empreendedorismo no país, no qual a oportunidade de empreender passa a ser mais democrática e acessível. A motivação começa a ser guiada pelo impacto positivo a toda a sociedade, e não meramente direcionada ao lucro.

Turma da primeira edição do programa de aceleração do BNDES Garagem
Turma da primeira edição do programa de aceleração do BNDES Garagem - Divulgação

Um olhar para os desafios da atualidade está direcionado à busca por soluções inovadoras capazes, inclusive, de complementar ou potencializar a atuação do setor público.

Exemplo disso é a relevância dos negócios de impacto neste momento. Diante da crise sanitária, dos seus respectivos impactos socioeconômicos e do potencial do ecossistema empreendedor nacional, temos que responder à urgência de estimular o campo do empreendedorismo de impacto.

Na prática, agir concretamente para apoiar o desenvolvimento de empresas para que se fortaleçam, avancem mais rapidamente e alcancem resultados consistentes.

Esse apoio –que deve ser oferecido para os diferentes estágios de negócios– passa por metodologias, educação empreendedora, rede de apoio e conexões de qualidade, além de acesso a recursos financeiros. E isso só é possível com um ecossistema robusto para apoio aos empreendedores que estão em suas jornadas.

Nessa perspectiva de fortalecer uma nova geração de empreendedores socioambientais, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) lançou o "BNDES Garagem - Negócios de Impacto", programa de aceleração para startups de impacto conduzido pelo Consórcio AWL, composto por Artemisia, Wayra e Liga Ventures.

A iniciativa espera conectar empreendedores cujas soluções sejam capazes de tratar as ineficiências com base em inovações tecnológicas, transformando a sociedade e o ambiente à sua volta.

Esse consórcio está unido pela crença da força do empreendedorismo para transformar o Brasil em uma potência de inovação e de impacto socioambiental positivo. A meta é fomentar uma nova cultura do empreendedorismo socioambiental e contribuir para um planeta mais sustentável e menos desigual.

Queremos transformar positivamente a vida dos brasileiros. E o empreendedorismo com impacto positivo é um ótimo caminho para contribuirmos para essa transformação.

MAURE PESSANHA é diretora-executiva da Artemisia
ROGERIO TAMASSIA é cofundador da Liga Ventures
LIVIA BRANDO é country manager da Wayra no Brasil
FILIPE BORSATO é chefe do Departamento de Gestão de Investimentos em Fundos do BNDES
BIANCA PROENÇA é gerente do BNDES Garagem

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