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Exercícios e alimentação ajudam a enfrentar sintomas do climatério

Reposição hormonal ainda é indicada para que mudanças pós-menopausa não afetem qualidade de vida

São Paulo | Revista Sogesp

​Diferentemente do que muita gente pensa, climatério não é sinônimo de menopausa. Enquanto este último se refere à última menstruação de uma mulher, climatério é a fase biológica da vida da mulher que compreende a transição entre o período reprodutivo e o não reprodutivo, conforme explica a ginecologista Lucia Helena Costa Paiva, professora titular de ginecologia e diretora da divisão de ginecologia do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher da Unicamp. 

Em geral, ele ocorre por volta dos 45 anos como consequência do esgotamento da função ovariana.

Idosas praticam exercícios no shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo (SP) - Danilo Verpa/Folhapress

“Climatério é a etapa de transição que se inicia com a menstruação irregular, passa pela sua parada total e vai até o momento em que a mulher não pode mais engravidar. Não são datas bem definidas", explica Paiva.

Quando a menstruação começa a falhar, surgem as ondas de calor, os famosos fogachos, e a produção do hormônio estrógeno diminui. “É o momento de ir ao médico para confirmar o climatério e iniciar a reposição hormonal, se a mulher quiser”, ressalta a ginecologista.

Em alguns casos, a reposição não pode ser feita. Se a mulher teve câncer de mama ou de endométrio e problemas cardiovasculares como infarto, derrame ou trombose a reposição é contraindicada.

Lucia Helena Costa Paiva pontua que, se não existem impedimentos, a reposição hormonal é recomendada para que os sintomas não prejudiquem a qualidade de vida da mulher. "A reposição é positiva porque trata os sintomas incômodos, previne a perda óssea, que é um risco para desenvolver a osteoporose, e a secura vaginal, que interfere na vida sexual.”

Nessa fase, há ainda riscos de problemas cardiovasculares, alteração nos índices de colesterol, aumento da gordura abdominal e perda da massa óssea em função da baixa produção de estrógeno. Não existe uma fórmula mágica para recuperar o bem-estar, mas há alternativas.

“É preciso manter uma alimentação saudável, que reforce cálcio e vitamina D e contenha leite e derivados, praticar atividades físicas e manter peso adequado. Exercícios para o cérebro, como ler, também são importantes”, afirma Paiva.

Climatério

  1. Não existe idade padrão para o início do climatério, embora seja mais comum entre os 40 e os 45 anos.

  2. Entre os sintomas usuais, estão o aumento da duração dos ciclos menstruais, fogachos e suores noturnos advindos das ondas de calor.

  3. Em algumas mulheres, ocorrem alterações psicológicas, como irritabilidade, insônia, depressão, perda de memória e mudanças de humor.

  4. Para diagnosticar o climatério, a mulher deve procurar o seu médico para realizar exames clínicos e laboratoriais.

  5. Manter uma dieta saudável, rica em cálcio e vitamina D, é muito importante neste período.

  6. Mamografia, papanicolau e densitometria óssea são exames complementares que podem ser solicitados com regularidade durante o climatério.

  7. A Terapia Hormonal (TH) é o tratamento mais indicado para aliviar fogachos, suores noturnos advindos das ondas de calor, sintomas psicológicos e melhorar a qualidade de vida da mulher.

  8. Há algumas contraindicações para a TH. É essencial consultar um ginecologista que irá avaliar o histórico da paciente para indicar o tratamento adequado.

  9. Praticar exercícios físicos ajuda a melhorar a densidade óssea.

  10. Evitar fraturas também ajuda na flexibilidade e no equilíbrio.

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