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Como comer bem sem gastar muito fora de casa?

Pratos balanceados podem ser mais nutritivos e baratos; evite alimentos gordurosos e frituras

São Paulo

Comer fora de casa já é realidade para muitas pessoas e, segundo dados do IBGE, de 2015, os brasileiros gastam cerca de 25% da renda com alimentação para comer na rua. No país, o setor de bares e restaurantes é responsável por pelo menos 2,7% do PIB (Produto Interno Bruto). Mas, com tantas opções para comer, como escolher aquelas que são saudáveis e que custam menos?

A principal dica é ficar atento às porções de comida. Muitas vezes, come-se mais do que o necessário, o que pode levar à sensação de estufamento e desconforto e custar mais caro em restaurantes por quilo. 

Rosana Farah, nutricionista da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, explica que é comum que pessoas que comem em restaurantes por quilo exagerem nas porções. “No geral, o self service sempre terá alimentos fritos, empanados e com molhos porque pesam mais. A dica é observar quanto está pesando o prato e o que está comendo e tentar encher o prato com alimentos como legumes e saladas, que pesam menos e são mais saudáveis.”

Um prato balanceado, com porções equilibradas, deve conter leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha), verduras (rúcula, agrião, couve, alface), alimentos integrais, como arroz, pão e macarrão, e carnes magras (como filé mignon, lagarto, patinho, coxão mole e duro, peito de frango e peixe).

Outra dica que ajuda a manter em dia a saúde e o orçamento é privilegiar as frutas, verduras e legumes da estação devido à farta oferta que pode levar a preços mais em conta. “Temos que procurar sempre comer alimentos da época. Se você for comprar o alimento para fazer a marmita, fique de olho na sazonalidade. Os alimentos da época são mais saudáveis, têm mais nutrientes e são melhores ambientalmente, porque dependem de menos água para irrigação, por exemplo.”

Farah também orienta evitar beber líquidos durante a refeição. Se não conseguir evitar, beba no máximo 150 ml de água ou suco.

Nos dias em que há pratos típicos, como as feijoadas das quartas-feiras em São Paulo, por exemplo, dá para comer sem se sentir pesado. “Não precisa deixar de comer a feijoada na quarta, mas a questão é a porção. Dá para comer um pouco do arroz, um pouco de feijão e escolher uma das carnes. Não precisamos comer tudo da feijoada o tempo inteiro. Ela já é muito pesada. E, se você vai voltar ao trabalho, não vai querer que a comida exija tanto do organismo para ser digerida”, diz. 
 

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