Aviões que trazem brasileiros da China deixam poloneses e chinês em Varsóvia

Brasileiros devem chegar a Anápolis, em Goiás, na madrugada de domingo (9)

São Paulo

As aeronaves brasileiras que estão voltando de Wuhan, epicentro do coronavírus na China, fizeram breve parada em Varsóvia neste sábado (8) para deixar alguns estrangeiros que pegaram carona com os aviões enviados para buscar 34 brasileiros.

Na escala, quatro poloneses e um chinês desembarcaram. Antes de chegar a Anápolis, no estado de Goiás, as aeronaves brasileiras ainda farão escalas em Las Palmas (Espanha) e Fortaleza.

Ao chegar em Anápolis, os brasileiros serão enviados para o Hotel de Trânsito de Aeronáutica, onde ficarão em quarentena por 18 dias. Somando tripulantes e equipe médica, o número total pode subir para 58 pessoas no hotel. A inclusão na quarentena dependerá do grau de contato com o grupo na viagem.

A previsão é que as duas aeronaves que trazem os repatriados cheguem a Anápolis às 3h de domingo (9). Ao chegar, todos devem passar por nova avaliação médica e ter amostras respiratórias coletadas para exames capazes de verificar se houve infecção pelo vírus, ainda que sem sintomas.

O modelo de cada quarto do hotel varia conforme o número de ocupantes. Há, no entanto, itens comuns a todos eles. Além da cama, cada quarto tem um guarda-roupa, TV, ar-condicionado e uma pequena mesa redonda de vidro com uma cesta de frutas e doces.

Também há um pequeno gaveteiro com caixas de máscaras e luvas. Na parede ao lado da porta, há um suporte de álcool em gel. O banheiro foi equipado com itens como xampu, sabonete e lâmina de barbearPara famílias com crianças pequenas, foi colocado um berço com o nome da criança, em cores azul e rosa. Outros têm uma segunda cama ou poltrona para leitura.

Representantes de Bolívia, Costa Rica, Argentina, Colômbia, Panamá e Cabo Verde solicitaram ajuda ao governo brasileiro para tirar seus cidadãos de Wuhan, mas tiveram seus pedidos negados.

A negativa desagradou ao menos dois países vizinhos. Um diplomata argentino relatou que a preferência por embarcar apenas cidadãos da Polônia foi vista como uma amostra da orientação ideológica do governo.

Os governos de direita e centro-direita de Polônia, Hungria, Estados Unidos e Brasil fazem parte da recém-lançada Aliança pela Liberdade Religiosa.

Os países se alinham em posicionamentos pró-cristãos em foros multilaterais, condenando o direito ao aborto e o que chamam de "ideologia de gênero".

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