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O que é hypnobirthing, ou hipnose no parto? A técnica funciona?

Não há estudos que comprovem a eficácia da prática, mas o risco de problemas é baixo

São Paulo

A Duquesa de Cambridge, Kate Middleton, usou de hipnose no parto para dar à luz de forma mais tranquila e controlada aos seus filhos. 

A duquesa buscou a hipnose no parto (hypnobirthing, em inglês) por ter sofrido com hiperêmese gravídica, excesso de vômitos.

Se você já está imaginando pessoas que, após olhar fixamente para pêndulos, passam a imitar animais ou entram em um estado de transe, vá com calma. 

A ideia do chamado hypnobirthing é mais simples, direta e realista. Trata-se de trabalhos de respiração, atenção e meditação, elementos que remetem ao mindfulness (atenção plena), para que a mulher fique mais relaxada e consciente do processo natural de parto.

“O intuito é que a mulher mude o foco do medo da dor do parto para o relaxamento, para tentar oxigenar melhor e pensar em outras coisas do parto que não a dor”, afirma Ricardo Tedesco, especialista em abortamento, parto e puerpério da Febrasgo, 

“Eu vi o poder disso, da meditação, da respiração profunda e de coisas do tipo que ensinam na hipnose no parto. Percebi que isso seria algo que poderia controlar durante o trabalho de parto”, disse Middleton, no podcast Happy Mum Happy Baby.

Segundo Tedesco, a técnica, que tem exercícios que são ensinados em cursos, vai ao encontro da humanização do parto, por se tratar de procedimento não invasivo, além de ser praticamente isento de risco.

Tedesco diz que não há estudos específicos sobre a eficácia da técnica, mas que os efeitos positivos —como menos dor e maior satisfação com o parto natural— associados ao relaxamento, à sensação de acolhimento podem ser extrapolados para o hypnobirthing.

As gestantes, porém, devem tomar cuidado para que a expectativa em relação ao parto e à técnica não gerem obstáculos caso uma intervenção seja necessária.

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