Descrição de chapéu Coronavírus

Estados preparam leitos de hospital exclusivos para pandemia

Número de casos confirmados no Brasil subiu para 121

Rio de Janeiro , Belo Horizonte, Ribeirão Preto, Recife, Porto Alegre e Manaus

Estados brasileiros já se organizam para mobilizar mais leitos hospitalares e de UTI para enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

No Rio, após a confirmação do primeiro caso de transmissão local, a secretaria de Saúde do estado anunciou que vai adotar o nível 1 do plano de contingência. Com isso, o estado terá a disponibilidade de 206 leitos exclusivos para tratamento de casos graves. O governo vai providenciar 150 leitos em até 30 dias, e outros 150 em mais 30 dias.

Na quarta-feira (11), a gestão Wilson Witzel (PSC) publicou um decreto permitindo, caso necessário, isolamento compulsório e o uso da rede particular.

Em Minas Gerais, para internações em decorrência do coronavírus, a Secretaria da Saúde está usando apenas leitos de UTI. O estado conta com 2.795 leitos do SUS do tipo.

Nesta sexta-feira (13), 70% deles estavam ocupados. Caso seja necessário, diz a nota do governo, poderão ser adquiridos leitos na rede privada.

Em Pernambuco, assim que chegarem 132 profissionais aprovados em concursos que serão convocados, vão ser abertos dez leitos de UTI. O estado tem 82 vagas de isolamento nas unidades de referência em infectologia, sendo 14 de UTI.

As etapas posteriores do plano de contingência preveem, de acordo com o nível de atenção, a ativação gradual de 314 leitos da rede pública do estado, incluindo 82 de UTI.

O Rio Grande do Sul possui estrutura de leitos que podem ser acionados de acordo com o Plano de Contingência. O nível 3, por exemplo, é acionado quando há acima de 500 casos no estado ou letalidade mundial acima de 7%. Nessa situação, cirurgias eletivas deixam de ser feitas.

Além disso, o Hospital de Clínicas de Porto Alegre tem uma ala nova com possibilidade de 105 leitos de UTI isolados. Se todas as UTIs do estado fossem ocupadas, esses leitos poderiam ser ativados.

No Ceará, houve ampliação de leitos: 200 vagas a mais nas enfermarias dos hospitais públicos e 30 de UTI; 14 equipamentos públicos de saúde foram preparados para receber pacientes infectados.

Em Goiás, a Secretaria da Saúde disse que o total de leitos segue definições estabelecidas pelo plano de contingência estadual e que o estado terá um hospital totalmente destinado a tratar dos casos.

O hospital do Ipasgo (Instituto de Assistência dos Servidores Públicos do Estado de Goiás) tem 220 leitos, sendo 40 de UTI e, durante o plano emergencial, passa a integrar a rede pública estadual de saúde, segundo a secretaria.

Já em Mato Grosso, a Secretaria de Estado da Saúde informou que, mediante a confirmação de casos, estima destinar 353 leitos clínicos para o atendimento, 70 em UTIs.

No Rio Grande do Norte, o governo diz que vem desenvolvendo ações desde janeiro, entre elas a solicitação de ampliação de leitos — 28 deles a serem habilitados a curto prazo e 71 a médio e longo prazo. Pelo plano de contingência, hospitais que podem servir de referência têm hoje 1.153 leitos, sendo 76 de UTI.

O Espírito Santo anunciou que 120 leitos já existentes serão adaptados para fazer isolamento. Casos graves podem ocupar um dos 36 leitos no Hospital Estadual Dório Silva. Outros hospitais também preparam leitos para isolamento e tratamento semi-intensivo.

No Paraná, com seis casos confirmados e 72 suspeitos até sexta, a secretaria de saúde diz ter estrutura para atender a demanda. Ao todo, o Paraná conta com 2.782 leitos clínicos e 1.624 vagas de UTI nos cerca de 60 hospitais do estado.

Ainda sem casos confirmados de coronavírus, o Maranhão anunciou que está ampliando leitos de enfermaria e UTI. No Pará, leitos serão disponibilizados segundo a demanda. No Amazonas, onde foi registrado o primeiro caso da região Norte, a Secretaria de Saúde não informou o número de leitos disponíveis.

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