Descrição de chapéu Coronavírus

Governo vai antecipar formatura de estudantes de medicina, diz ministro

Mandetta também afirmou que médicos residentes serão treinados para combater o coronavírus

Brasília

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou neste domingo (22) que o governo vai permitir a antecipação da formatura de estudantes de medicina para reforçar os hospitais no combate ao novo coronavírus.

Em videoconferência com prefeitos de capitais e cidades de grande porte, Mandetta discutiu medidas para otimizar o enfrentamento da pandemia no país.

“Nós vamos antecipar, agora, os meninos do sexto ano [de medicina] que falta um mês, dois meses para se formar. Vamos acelerar. Esse meninos são jovens, eles não têm experiência, mas podem fazer uma parte do atendimento. Não para colocá-los no CTI, mas eles podem ajudar muito”, disse.

O ministro afirmou anda que o governo dará ordem para que hospitais treinem médicos residentes que hoje cumprem funções em outras áreas para atuarem em CTIs. Segundo ele, o país tem hoje cerca de 70 mil desses profissionais recém-formados que poderiam ser aproveitados no enfrentamento ao vírus.

No encontro, o ministro defendeu que médicos com mais de 60 anos continuem trabalhando, mas em áreas estratégicas, que ofereçam menos risco.

“Em uma situação como essa, você logicamente não coloca médico com mais de 60 anos na porta de entrada do pronto-socorro. Vocês vão organizar linhas com os mais jovens”, afirmou.

O presidente Jair Bolsonaro acompanhou o início da reunião. Ele deixou o Palácio da Alvorada e foi pessoalmente ao Ministério da Saúde, onde Mandetta coordenava a conferência.

Deferente da última semana, quando usou máscara em reuniões por ter tido contato com autoridades que testaram positivo para Covid-19, Bolsonaro não usou o equipamento neste domingo. Ao lado de Mandetta, levou a mão no rosto mais de uma vez, coçou os olhos e tossiu nas mãos.

“Não podemos criar um clima de alarmismo no Brasil porque a grande vítima disso são os empregos”, disse o presidente. “Uma pessoa estressada perde imunidade e fica propensa, ao adquirir o vírus, a ter mais problema. Então é calma e tranquilidade”.

Sem mencionar nomes, ele criticou autoridades regionais que tentaram restringir o tráfego da população.

“Algumas autoridades estão tomando providência de fechar estradas e trânsito entre municípios. Isso vai acabar levando ao caos. 40 milhões de brasileiros vivem na informalidade e são as maiores vítimas desse processo”, afirmou.

O presidente ainda afirmou que o Brasil não pode ser comparado com a Itália. Ele justificou que o país europeu tem maior concentração populacional, clima diferente e elevada taxa de população idosa. ​

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