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Voluntários produzem máscaras e jalecos para profissionais de saúde no RS

Materiais são feitos nos laboratórios de produção têxtil da Universidade de Passo Fundo

Porto Alegre

Vazios por causa do cancelamento das aulas presenciais, os laboratórios de produção têxtil de uma universidade gaúcha agora abrigam voluntários empenhados em ajudar a combater o novo coronavírus.

Máquinas de costurar do curso de Design de Moda da Universidade de Passo Fundo (UPF), a 230 km de Porto Alegre, são operadas por voluntários que fabricam máscaras, jalecos e aventais de manga longa.

O material será doado para hospitais e postos de saúde da cidade, evitando a falta de EPIs, como são chamados os equipamentos de proteção individual usados por profissionais de saúde.

Voluntários fabricam máscaras e jalecos para profissionais de saúde; trabalho usa os laboratórios de produção têxtil da na Universidade de Passo Fundo (UPF)
Voluntários fabricam máscaras e jalecos para profissionais de saúde; trabalho usa os laboratórios de produção têxtil da na Universidade de Passo Fundo (UPF) - Leonardo Andreoli/UPF/Divulgação

Esses acessórios são ainda mais importantes em um cenário de pandemia. Diversas cidades do país já registraram a falta de material adequado.

“Precisamos de muita solidariedade. Recebemos as demandas dos hospitais para que a gente pudesse pensar na possibilidade de confecção. Temos todos cuidados para não aglomerar os voluntários, que se revezam em três turnos”, explica a reitora da UPF, Bernadete Maria Dalmolin.

Segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde, da noite de terça-feira (24), o Rio Grande do Sul tinha 112 casos confirmados do novo coronavírus e nenhum em Passo Fundo, porém as novas confirmações mostram que os casos têm se espalhado pelo interior. A maioria dos casos (47) é em Porto Alegre, os outros 65 estão em 34 diferentes cidades.

Passo Fundo ainda possui equipamentos disponíveis, mas a ideia dos voluntários é preparar para um cenário de possível piora da proliferação e evitar a escassez dos materiais. Entre os cerca de cem voluntários há alunos, professores e comunidade. O Hospital São Vicente de Paulo também presta auxílio à iniciativa.

Quem não sabe costurar colabora com a logística ou embalagem dos kits, por exemplo. Empresários doaram rolos do matéria para confecção e outros voluntários preparam e entregam refeições.

Segundo o DataSUS, sistema com dados do Sistema Único de Saúde (SUS), Passo Fundo tem 962 médicos e 462, de um total de 5.530 profissionais, atuando na área de saúde. Ainda de acordo com o DataSUS, a cidade tem cinco hospitais gerais e 36 unidades básicas de saúde, de um total de 956 estabelecimentos, incluindo farmácias e clínicas.

A reitora explica que são trinta máquinas de costura, em dois laboratórios, que estão disponíveis. Porém, nem todas são usadas simultaneamente. “Caso seja necessário, temos condições de manter uma produção 24h”, diz Dalmolin.

Além do voluntariado, a UPF tem monitorado por telefone seus estudantes em isolamento. “Equipes multiprofissionais, com estudantes finalistas de medicina, enfermagem, fisioterapia e psicologia, estão se revezando das 7h às 22h, atendendo por telefone, ligando para quem está em isolamento”, explica a reitora.

O teleatendimento da universidade, que também passa orientações para quem procura informações, reforça o serviço da Vigilância em Saúde da prefeitura da cidade.

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