Descrição de chapéu Coronavírus

Óbitos por novo coronavírus caem pela 3ª semana seguida em SP

Taxa de letalidade é menor da série histórica, diz Doria; estado abre inscrições para voluntários da vacina

São Paulo

O governo de São Paulo anunciou nesta segunda-feira (13) uma queda de 27 óbitos pelo novo coronavírus na última semana com relação à semana anterior. Foi a terceira vez seguida que o estado registrou diminuição.

Entre 5 e 11 de julho, foram registrados 1.706 mortes, contra 1.733 da semana epidemiológica anterior, a de número 27 da pandemia. Na 26, foram 1.769 fatalidades e, na anterior, 1.913.

Segundo o governador João Doria (PSDB), o estado chegou a 4,8% de taxa de letalidade por caso confirmado da Covid-19, a menor da série histórica.

Levantamento publicado pela Folha mostra que em praticamente todas as regiões do mundo mais duramente afetadas pelo novo coronavírus e que retomaram as atividades há queda sustentada no número de mortes e infecções.

Epidemiologistas e novos estudos sugerem que a chamada imunidade coletiva necessária para conter a expansão da Covid-19 pode ter sido superestimada ou estar sendo calculada de forma imprecisa.

Isso explicaria a não ocorrência de uma segunda onda de infecções até agora. Mesmo que, nos locais inicialmente mais afetados e reabertos, menos de 20% da população tenha desenvolvido anticorpos para o novo coronavírus.

“Temos que ficar atentos a possibilidade de uma segunda onda. Vimos alguns episódios que temos que trabalhar, a comunicação tem que ser forte no sentido de que as pessoas não se aglomerem, mas estamos confiantes de que o risco está dentro do controle”, afirmou Paulo Menezes, coordenador do comitê de contingência do coronavírus.

São Paulo chegou a 374.607 casos de coronavírus, de acordo com os números divulgados nesta segunda.

O registro está dentro da projeção do governo para a primeira metade de julho, de ficar entre 470 e 355 mil. Também são 17.907 mil mortes, abaixo dos 18 mil —previsão mínima da gestão Doria para o período.

O estado também iniciará a terceira fase do desenvolvimento da vacina contra o vírus, abrindo o processo seletivo de voluntários, restrito apenas a profissionais da saúde.

Segundo explicou Dimas Covas, diretor do instituto Butantã (responsável pelo projeto em São Paulo), os critérios para o candidato ser elegível são: que ele trabalhem em um serviço de atenção direta a Covid-19; não tenha nenhuma doença associada, nem faça uso de medicação ou terapia crônica; no caso de mulheres, não esteja grávida nem tenha planos de engravidar; não tenha contraído a doença; não participe de outro estudo clínico.

O formulário de inscrição está disponível na internet, no endereço: http://www.saopaulo.sp.gov.br/coronavirus/vacina. Segundo o governo, além do estado de São Paulo, podem se candidatar pessoas do Rio de Janeiro, Brasília, Rio Grande do Sul, Minas e Paraná.

“Os testes serão coordenados pelos centros de pesquisa credenciados pelo Instituto Butantã,
com acompanhamento da Anvisa”, afirmou o governador João Doria (PSDB).

“Com base nesses dados, a pessoa será orientada a procurar os centros que farão, de fato, a análise do candidato. Esse processo é absolutamente anônimo”, completou Dimas Covas.

Os testes desta fase da vacina Coronavac, contra o novo coronavírus, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, que foram autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), começarão no próximo dia 20.

É a segunda liberação de testes pelo órgão. No dia 2 de junho, a Anvisa havia dado o aval à Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Os testes da fase 1 e 2 já foram feitos em animais e seres humanos adultos saudáveis, respectivamente. A um contou com 144 voluntários e a 2 com 600, que são acompanhados na China.

O governo também lançou uma nova ferramenta de mapeamento do novo coronavírus. Segundo Flavio Amary, secretário de habitação do estado, o intuito é criar formas de atuar em regiões que se enquadrem como de maior vulnerabilidade.

“Amanhã a gente inicia 3.593 testes, numa amostra de 26 mil pessoas, usando o mapa de calor [criado pela ferramenta, que mostra as áreas de maior atenção]”, afirmou Amary.

Serão feitos testes sorológicos e PCR, entre 14 e 17 de julho.

De acordo com Fernando Marangoni, secretário executivo da Habitação, a região metropolitana de São Paulo concentra 80% das áreas de maior vulnerabilidade do estado de São Paulo.

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