Descrição de chapéu Coronavírus

SP vai ampliar inquérito sorológico com atenção especial a 14 áreas de maior risco

Prefeitura vai aumentar capacidade de testagem e estima 1,2 milhão com anticorpos

São Paulo

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), anunciou que irá ampliar o inquérito sorológico na cidade, com atenção especial aos 14 distritos com maior contágio pelo novo coronavírus.

Se o plano inicial previa cinco etapas (das fases 0 a 4), agora serão nove (0 até 8). Atualmente, são monitorados 288.903 casos em toda a capital.

Segundo o secretário de saúde Edson Aparecido, a taxa de ocupação dos leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) na capital caiu de 84% no último dia de maio para 53% na última quarta-feira (8).

Já a solicitação por vagas de terapia intensiva passou de uma média de 52 pedidos por dia para 14.

O secretário também explicou os resultados da fase 1 do inquérito, que terminou na última segunda-feira (6) e realizou mais de 2.800 coletas de amostras. A soroprevalência, que foi de 9,5% na fase 0, passou a 9,8% (com uma margem de erro de 2,1%) — ou seja, continua estável.

A estimativa da prefeitura é de que 1,2 milhão de pessoas tenha anticorpos para a doença —cerca de 10% de uma população de 12,18 milhões.

A soroprevalência é o percentual da população já imunizada e que já teve, portanto, contato com o Sars-CoV-2, um dado importante para guiar estratégias para flexibilização da quarentena na cidade.

A prefeitura também apresentou um extrato, com base na fase zero do inquérito, que aponta que a prevalência do vírus foi maior em indivíduos entre 35 e 49 anos, que nunca estudaram, de cor parda, das classes C e D e que vivem em casas com cinco ou mais moradores.

São 14 áreas que concentram um maior número de casos na cidade: Brasilândia, Cachoeirinha, Jaçanã, Liberdade, Santa Cecília, Cidade Ademar, Jardim São Luís, Campo Limpo, Capão Redondo, Parque São Lucas, Sapopemba, Itaim Paulista, Itaquera e Lajeado.

Nestes locais, afirmou Aparecido, haverá atenção especial da prefeitura. Segundo ele, são realizados cerca de 5 mil testes diários para Covid-19 na capital.

“Vamos na casa das pessoas [sintomáticos respiratórios ou as pessoas que foram testadas positivamente na cidade] e testar em média cinco contactantes familiares”, disse.

Ele afirmou que distribuirá atestados médicos para que essas pessoas possam ficar em casa durante o processo e que essas famílias serão acompanhadas por 10 dias por agentes de saúde.

O processo começa a partir de segunda-feira (13) e, para realizá-lo, a prefeitura vai aumentar o número de testes realizados em 240 mil por mês.

“Vamos permitir que essas pessoas que não podem, que o inquérito apontou como mais vulneráveis à doença e não pode fazer home office, nós vamos conseguir fazer dar esta segurança a essas pessoas para que possam ficar, se necessário, em suas casas”.

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