Um a cada três testes para diagnóstico de Covid-19 em SP é positivo para a doença

Desde o início da pandemia até esta quinta-feira (30), o estado somou 529.006 de infectados

São Paulo

De março, início da pandemia, até 27 de julho, o estado de São Paulo realizou 1.778.225 testes para diagnóstico de Covid-19. Os dados levam em conta o teste rápido, o RT-PCR e outros tipos de testagens não especificados.

A proporção de positividade é de 1 a cada 3 testes diagnósticos RT-PCR e 1 a cada 4 sorológicos, em média.

O estado saltou de 26,7 mil testes em março para 119 mil em abril, a 369,1 mil em maio, 691,6 mil em junho e 576,3 julho —os números ainda vão crescer, pois os laboratórios privados continuam enviando os dados para a Secretaria Estadual da Saúde.

Do total, 60% são RT-PCR, 27% sorológico rápido e 13% são por outros métodos.

"Isso é importante. São Paulo é praticamente o único estado que tem hoje essa informação completa da testagem por todos os setores que realizam esse tipo de testagem. Esse modelo foi, inclusive, incorporado pelo Ministério da Saúde que, há duas semanas tem uma resolução que solicita informação de testagem de todos os laboratórios públicos e privados em todo o país, porque é uma informação essencial para o enfrentamento da pandemia", afirma Menezes.

A média diária passou de 900 em março para 23 mil em junho. Em julho, até o dia 27, foram processados 21,3 mil resultados, segundo Paulo Menezes, coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus e da coordenadoria de Controle de Doenças do Estado de São Paulo.

"Esses dados que foram mostrados impressionam e precisam também seguir crescendo. Essa média diária de 23 mil testes equivale a cerca de 50 a 52 testes a cada 100 mil habitantes por dia. Esse era o patamar que a Alemanha testava em junho. A gente registrou nas últimas semanas que está conseguindo chegar a entre 28 mil e 30 mil testes por dia, que equivale a um número entre 60 e 65 testes a cada 100 mil habitantes", diz Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado.

"O governador João Doria nos tinha colocado a meta para chegar em agosto ao patamar da Alemanha, que são 72 testes a cada 100 mil habitantes. Com esses números números que o senhor mostrou aqui estamos quase chegando nessa meta no encerramento no final de julho", completa Ellen.

Desde o início da pandemia até esta quinta-feira (30), o estado somou 529.006 casos de Covid-19, de acordo com dados apresentados pelo secretário executivo da Secretaria de Estado da Saúde, Eduardo Ribeiro.

O número de infectados é 2,88% maior que o registrado no dia anterior, quando chegou a 514.197. Em relação aos óbitos, o aumento foi de 1,43% passando de 22.389 para 22.710.

De acordo com as projeções feitas pelo Centro de Contingência do Coronavírus, o total de mortes em julho está dentro do esperado para este mês.

Dos 14.809 casos confirmados nas últimas 24 horas, 8.931 (63%) foram identificados através de teste rápido, 5.339 (33%) do RT-PCR e 539 (4%) de outros diagnósticos.

Do total de infectados, 359.809 (68%) foram identificados por teste rápido, 158.199 (30%) pelo RT-PCR e 10.998 (2%) através de outras metodologias.

Internados nas UTIs com confirmação ou suspeita da doença somam 5.099 pacientes; outros 7,164 estão nas enfermarias. A taxa de ocupação de leitos de UTI está em 65,1% no estado e 62,9% na Grande São Paulo.

Em todo o estado, 349.287 pessoas se recuperaram da doença. Destas, 67.799 precisaram ser internadas e receberam alta hospitalar.

Vale do Ribeira

O Vale do Ribeira é a preocupação dos membros do Centro de Contingência do Coronavírus nesta semana, porque apresentou piora importante nos números de Covid-19. Nesta quinta, o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, foi à região para monitorar a situação.

Atenção especial é para Registro (188 km de SP), que pode regredir da fase amarela para a vermelha do Plano SP.

No município, houve um aumento no número de internações e a taxa de ocupação de leitos está perto de 80%. Os casos aumentaram em 163% e as mortes também deram um salto preocupante.

Marco Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional, disse durante coletiva de imprensa que a partir de segunda-feira (3), o Hospital de Registro terá uma ala nova, com mais dez leitos de UTI, o que representará acréscimo de 35% nos leitos do Vale do Ribeira e 65% na capacidade hospitalar da região.

Ribeirão Preto, Piracicaba e Campinas

Segundo Ellen, Ribeirão Preto (313 km de SP) apresentou taxa de ocupação de 87,9% na média móvel dos últimos sete dias, e redução de quase 10% nas internações e 1% das mortes. "É um panorama que, se mantido, deverá refletir positivamente nos indicadores da região", afirma.

Piracicaba (160 km de SP) se mantém estável, mas inspira cuidados. A taxa de ocupação está em torno de 80% na média móvel dos últimos sete dias— crescimento de 7% nas internações e 17% nos óbitos. As duas regiões estão na fase vermelha.

Campinas (93 km de SP) tem tido melhora expressiva. A ocupação de leitos reduziu para 75%, com queda de 3% nas internações.

Atualmente, Ribeirão Preto e Piracicaba estão na fase vermelha do Plano SP, com restrição máxima, onde só funcionam serviços essenciais, e Campinas na laranja.

"A síntese dessas três regiões: uma melhora bastante importante na região de Campinas, que já reflete a nova fase que ela se encontra, na fase laranja, e a manutenção em Piracicaba em Ribeirão Preto, mas com possibilidade de melhoras expressivas nas próximas semanas", ressalta Ellen.

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