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Brasil registra 1.007 novas mortes por Covid-19 e chega a mais de 106 mil óbitos

Consórcio de imprensa mostra que também foram documentados 49.274 casos da doença; total é de 3,2 milhões

São Paulo

O Brasil registrou 1.007 novas mortes por Covid-19 e 49.274 casos da doença, nesta sexta (14). Dessa forma, o país alcança os 106.571 óbitos e 3.278.895 infecções desde o início da pandemia.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 981, o que mantém uma posição de estabilidade nos dados, embora com números elevados.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

O Centro-Oeste é a única região do país que permanece com média móvel de mortes crescente em relação a 14 dias atrás. Entre os seus estados, contudo, somente Mato Grosso do Sul apresenta crescimento da média, enquanto Mato Grosso tem queda e Goiás se encontra com número estável.

Além de Mato Grosso do Sul, apresentam elevação da média móvel de mortes Amazonas, Bahia, Minas Gerais, Santa Catarina e Tocantins.

Minas teve o quarto dia com maior número de mortes registradas, 97. O recorde no estado é de 170, ocorrido nesta semana.

Mortes nos estados

  • AC

    1 (total 727)

  • AL

    3 (total 2.344)

  • AM

    16 (total 4.912)

  • AP

    4 (total 814)

  • BA

    22 (total 8.315)

  • CE

    2 (total 9.640)

  • DF

    16 (total 3.955)

  • ES

    26 (total 4.322)

  • GO

    3 (total 6.389)

  • MA

    8 (total 4.313)

  • MG

    70 (total 10.121)

  • MS

    13 (total 1.793)

  • MT

    9 (total 4.161)

  • PA

    6 (total 6.933)

  • PB

    11 (total 3.316)

  • PE

    26 (total 9.082)

  • PI

    6 (total 2.650)

  • PR

    28 (total 6.188)

  • RJ

    81 (total 22.764)

  • RN

    9 (total 2.704)

  • RO

    12 (total 1.579)

  • RR

    5 (total 739)

  • RS

    73 (total 6.973)

  • SC

    46 (total 3.855)

  • SE

    4 (total 2.316)

  • SP

    166 (total 42.456)

  • TO

    3 (total 1.170)

O Brasil tem uma taxa de cerca de 50,9 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 51,5 e 70,4 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 43,8 mortes para cada 100 mil habitantes. Recentemente, a Índia, com 48.040 óbitos, também passou o Reino Unido em número de mortos.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 12,2 mortes por 100 mil habitantes.

De acordo com balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (14), o Brasil registrou 50.644 casos de contaminação pelo novo coronavírus e 1.060 mortes em decorrência da Covid-19 nas últimas 24 horas.

Desde o início da pandemia, já são 106.523 óbitos acumulados e 3.275.520 casos confirmados no país.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​

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