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Brasil ultrapassa 134 mil mortos pela Covid-19 e 4,4 milhões de casos

País registrou 967 óbitos e 37.387 novas infecções pelo novo coronavírus, mostra consórcio de imprensa

São Paulo

O Brasil registrou 967 mortes pela Covid-19 e 37.387 novos casos da doença, nesta quarta (16). O país, assim, chega aos 134.174 óbitos pelo novo coronavírus e a 4.421.686 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

O número de mortes por 100 mil habitantes do Brasil (64,1) já ultrapassou a do Reino Unido (62,9) e, em breve, devido aos diferentes momentos da pandemia nos países, passará a taxa da Espanha (64,6). O Brasil, dessa forma, tem uma das maiores taxas de morte por 100 mil habitantes no mundo.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 789, o que representa uma nova mudança. O país saiu de uma situação de queda (o que estava ocorrendo nos últimos dias) da média e voltou para o patamar de estabilidade dos dados de mortes (o que não significa uma situação tranquila).

A média ainda está em patamares elevados.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais. O balanço é fechado diariamente às 20h.

Mortos nos estados

  • AC

    1 (total 643)

  • AL

    5 (total 1.996)

  • AM

    13 (total 3.920)

  • AP

    5 (total 685)

  • BA

    45 (total 6.085)

  • CE

    15 (total 8.764)

  • DF

    30 (total 3.000)

  • ES

    12 (total 3.388)

  • GO

    44 (total 3.971)

  • MA

    10 (total 3.611)

  • MG

    91 (total 6.419)

  • MS

    16 (total 1.122)

  • MT

    32 (total 3.204)

  • PA

    16 (total 6.421)

  • PB

    10 (total 2.659)

  • PE

    19 (total 7.933)

  • PI

    11 (total 2.007)

  • PR

    50 (total 3.928)

  • RJ

    162 (total 17.342)

  • RN

    4 (total 2.330)

  • RO

    8 (total 1.277)

  • RR

    0 (total 611)

  • RS

    42 (total 4.216)

  • SC

    24 (total 2.593)

  • SE

    3 (total 1.965)

  • SP

    290 (total 33.253)

  • TO

    9 (total 831)

Pará é o único estado que apresenta, no momento, crescimento da média móvel de mortes.

Acre, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo, Sergipe e Tocantins apresentam média móvel de mortes dos últimos sete dias estável. Os demais estados têm redução da média móvel.

O Brasil tem uma taxa de cerca de 64,1 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos, e o Reino Unido, ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 60,2 e 62,9 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

Recentemente, o Brasil ultrapassou a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (59).

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos, tem 56,8 mortes para cada 100 mil habitantes.

A Índia agora é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 82.066 óbitos.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 26,8 mortes por 100 mil habitantes.

O Brasil registrou 987 novas mortes em decorrência do novo coronavírus nas últimas 24 horas, segundo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (16). O total desde o início da pandemia passou para 134.106.

Os números da pasta também apontam que 36.820 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus no período. O total de casos confirmados da Covid 19 chega agora a 4.419.083.

Desde o início da pandemia, um total de 3.720.312 pessoas se curaram da doença

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.

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