Descrição de chapéu Coronavírus

Estado de SP chega à quinta semana seguida com queda de mortes por Covid-19

Obras em nova fábrica de vacinas do Instituto Butantan começam em novembro, anuncia governo

São Paulo

O estado de São Paulo chegou à quinta semana seguida com queda no número de mortes causadas pelo novo coronavírus. Entre os dias 6 e 12 de setembro, os óbitos causados pela Covid-19 caíram 8% em relação à semana anterior (30 de agosto a 5 de setembro), segundo dados apresentados nesta segunda-feira (14) em uma coletiva de imprensa.

As duas últimas semanas tiveram, em média, menos de 200 mortes por dia, patamar parecido com o de maio. A taxa de ocupação dos leitos de UTI do estado está em 51%, número mais baixo desde março, segundo o governo.

“Esses números voltam a comprovar a queda sólida nos indicadores [da Covid-19] no estado. Mas isso não significa o relaxamento das medidas de prevenção. Devemos permanecer em quarentena até a chegada de uma vacina”, afirmou o governador João Doria durante a entrevista.

O governo do estado anunciou ainda que deve dar início às obras da nova fábrica de vacinas do Instituto Butantan em novembro. Com uma linha de produção mais moderna e ampliada, a planta terá capacidade de produzir cerca de 100 milhões doses de vacinas por ano, de acordo com Dimas Covas, presidente da instituição. A previsão é de que as obras durem de 10 a 15 meses.

Segundo o governador, foram arrecadados R$ 97 milhões na forma de doações de empresas até o momento para as obras da nova fábrica —uma planta já existente que será modernizada e terá sua capacidade ampliada. O custo total da obra deve ficar em torno dos R$ 160 milhões, e o governo diz que esse valor deve vir integralmente de doações.

Voltada inicialmente para a produção da CoronaVac, a vacina ainda em teste da farmacêutica chinesa Sinovac, a fábriga deverá abrigar a propdução de outras imunizações no futuro.

De acordo com Dimas Covas, a vacina a ser produzida pelo Butantan é uma das mais adiantadas no processo de desenvolvimento. "Provavelmente seremos um dos primeiros países do mundo a ter uma vacina disponível para imunização em massa", afirmou.

Segundo ele, o primeiro lote de matéria-prima para a formulação da vacina deve chegar ao país em outubro.

Segundo Doria, 61 milhões de doses da CoronaVac estão asseguradas com recursos do governo do estado de São Paulo. Em um primeiro momento, essas doses serão importadas, e após a transferência de tecnologia para o Instituto Butantan, a imunização poderá ser produzida no Brasil.

A CoronaVac passa por testes clínicos com milhares de pessoas em diferentes países. No Brasil, um total de 9.000 voluntários deve participar do estudo. De acordo com Covas, mais de 4.000 participantes já receberam a primeira dose das duas previstas para o teste clínico. Um número menor recebeu a segunda dose.

O instituto ainda aguarda um acordo com o governo federal para a distribuição de doses da vacina para outros estados. Outros países da América do Sul tentam acordos com o Butantan para levar a vacina produzida no país, afirmou Covas. Mas, segundo Doria, a prioridade é completar a vacinação no Brasil primeiro para depois exportar a imunização.

As doações para o combate à Covid-19 feitas pelo Comitê Empresarial Solidário, grupo de empresas que atuam com o governo estadual, chegou a R$ 1,1 bilhão, segundo Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico do estado.

O dinheiro é destinado a ações para o desenvolvimento e produção da CoronaVac (8% do total), proteção social (43%), e saúde e segurança pública (49%). De acordo com Ellen, a meta é atingir R$ 1,5 bilhão.

Erramos: o texto foi alterado

A capacidade da nova fábrica de vacinas do Instituto Butantan será de cerca de 100 milhões de doses por ano, e não 100 mil, como publicado em versão anterior do texto.

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