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Com 881 óbitos, Brasil chega a 144 mil mortes pela Covid-19

País também registrou 35.643 casos da doença; total é de 4,8 milhões, mostra consórcio

São Paulo

O Brasil registrou 881 novas mortes pela Covid-19 e 35.643 casos da doença, nesta quinta (1º). O país chega 144.767 óbitos e contabiliza 4.849.229 pessoas com infecção pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Além dos dados diários do consórcio, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 698. Recentemente, o país chegou a estar em situação de queda da média (em relação à média de 14 dias antes), mas retornou para o patamar de estabilidade dos dados de mortes (o que não significa uma situação tranquila).

A média ainda está em patamares elevados.

Os dados são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Mortos nos estados

  • AC

    2 (total 661)

  • AL

    6 (total 2.078)

  • AM

    117 (total 4.159)

  • AP

    3 (total 712)

  • BA

    51 (total 6.795)

  • CE

    53 (total 9.047)

  • DF

    21 (total 3.276)

  • ES

    6 (total 3.551)

  • GO

    66 (total 4.771)

  • MA

    10 (total 3.766)

  • MG

    76 (total 7.436)

  • MS

    8 (total 1.311)

  • MT

    22 (total 3.479)

  • PA

    3 (total 6.585)

  • PB

    11 (total 2.835)

  • PE

    28 (total 8.279)

  • PI

    5 (total 2.132)

  • PR

    42 (total 4.483)

  • RJ

    80 (total 18.567)

  • RN

    3 (total 2.395)

  • RO

    10 (total 1.367)

  • RR

    6 (total 654)

  • RS

    33 (total 4.815)

  • SC

    24 (total 2.821)

  • SE

    4 (total 2.040)

  • SP

    182 (total 35.804)

  • TO

    9 (total 948)

O elevado número de mortes registrado nesta quinta no estado do Amazonas é relacionado a uma revisão de mortes antigas.

Amapá, Amazonas, Ceará e Roraima apresentam crescimento da média móvel de mortes ao se comparar com a taxa de 14 dias atrás.

Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Sergipe estão com a média móvel estável. Os demais estados apresentam queda da média.

O Brasil tem uma taxa de 69,1 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos (207.743), e o Reino Unido (42.292), ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 63,6 e 63,6 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O Brasil também já ultrapassou a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (59,4).

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos e já contabiliza 77.646 óbitos, tem 61,5 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na América do Sul, chama a atenção também o número de mortos por 100 mil habitantes do Peru: 101,5. O país tem 32.463 óbitos pela Covid-19.

A Índia é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 98.678 óbitos. Lá, devido ao tamanho da população, a taxa proporcional é de 7,3 óbitos por 100 mil habitantes.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena muito mais rígida, o índice é de 38,1 mortes por 100 mil habitantes.

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (1º) apontam 36.157 novos casos confirmados de Covid-19 nas últimas 24h, com 728 novas mortes —destas, 544 ocorreram nos últimos três dias.

Com os novos dados, o balanço federal já soma 4.847.092 casos da doença desde fevereiro, com 144.680 mortes.

O número de mortes pode ser maior, já que há 2.440 ainda em investigação.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​

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