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Com óbitos em alta, Brasil passa de 188 mil mortes e 7,3 milhões de casos

Média móvel de mortes cresceu 26%; país registrou mais de 55 mil infecções nesta terça, mostra consórcio de imprensa

São Paulo

O Brasil registrou 963 mortes pela Covid-19 e 55.799 casos da doença, nesta terça-feira (22). Com isso, o país chegou a 188.285 óbitos e a 7.320.020 de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o início da pandemia.

Os dados do país são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Além dos dados diários, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 776, aumento de 26% em relação a 14 dias atrás. É a maior média desde as primeiras semanas de setembro.

O país vem em uma tendência de alta de mortes desde meados de novembro, com um breve intervalo de estabilidade.

Todas as regiões continuam com aumento da média móvel de mortes em relação a 14 dias atrás. Somente o Nordeste tem situação estável (com 15% de aumento). Na última semana, o Norte se apresentava estável, mas agora evoluiu para um estágio de crescimento da média móvel de mortes.

Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina e Sergipe apresentam aumento na média móvel de mortes em relação a 14 dias atrás.

Bahia, Distrito Federal. Maranhão, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e São Paulo têm estabilidade na média móvel de mortes. Os demais estados apresentam queda.

O Brasil tem uma taxa de 89,9 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos (322.285), e o Reino Unido (68.409), ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 98,7 e 102,9 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O Brasil havia ultrapassado a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (115,6), país com 69.842 óbitos pela doença. Contudo, com a segunda onda que assola a Europa, a Itália voltou a passar o Brasil.

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos e já contabiliza 118.598 óbitos, tem 94 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na América do Sul, chama a atenção também o número de mortos por 100 mil habitantes do Peru: 116,2. O país tem 37.173 óbitos pela Covid-19.

A Índia é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 146.111 óbitos. Lá, devido ao tamanho da população, a taxa proporcional é de 10,8 óbitos por 100 mil habitantes.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena rígida de início, o índice é de 95 mortes por 100 mil habitantes (42.254 óbitos).

O balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira (22) registrou 55.202 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus no Brasil e 968 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, foram 188.259 óbitos acumulados e 7.318.821 casos confirmados no país.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​​​

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