Descrição de chapéu Coronavírus

Governo avança na negociação para a compra de 70 mi de doses da vacina da Pfizer

Na semana passada, ministério dera indicações de que imunizante estava descartado

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Brasília

O Ministério da Saúde informou na noite desta segunda-feira (7) que está negociando a compra de 70 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 da empresa americana Pfizer com a alemã BioNTech.

A pasta afirma que os termos “já estão bem adiantados” e que um acordo deve ser anunciado no início desta semana.

“O governo brasileiro e a Pfizer avançam nas tratativas na intenção de compra de 70 milhões de doses da vacina da Pfizer e Biontech contra a Covid-19, a ser fornecido em 2021. Os termos já estão bem avançados e devem ser finalizados ainda no início desta semana com a assinatura do memorando de intenção”, afirma o texto.

O Ministério da Saúde realiza nesta terça-feira (8) reunião com governadores, que esperam um anúncio referente à aquisição de vacinas.

Em suas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também informou que o Brasil vai ofertar imunizantes para toda a população, de maneira gratuita e não obrigatória.

O anúncio acontece em meio à pressão do governo brasileiro, que até então apostava apenas na vacina da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, além da compra de 40 milhões de doses da vacina através do consórcio Covax Facility.

A vacina da AstraZeneca, no entanto, apresentou problemas nos testes clínicos, o que pode atrasar a concessão do registro para a aplicação na população brasileira.

Por outro lado, a Pfizer se tornou a primeira vacina reconhecida no mundo ocidental na semana passada, com o registro concedido pelas autoridades do Reino Unido. O país europeu promete iniciar nesta semana a vacinação de sua população, disponibilizando 800 mil doses.

Além disso, a próprio Pfizer informou que já havia vendido cerca de 60 milhões de doses para outros países da América Latina e que o prazo do Brasil estava se esgotando.

Do lado político, o governador João Doria (PSDB), um dos principais adversários do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), anunciou também nesta segunda-feira que pretende começar a vacinação em São Paulo no dia 25 de janeiro.

O estado de São Paulo adquiriu a vacina Coronavac, parceria da chinesa Sinovac com o Instituto Butantan.

Por outro lado, o plano do governo federal, que foi anunciado na semana passada, prevê inicialmente apenas a vacinação de cerca de 15 milhões de pessoas, em um primeiro momento. A previsão era que a vacinação começasse apenas em março, com idosos, indígenas e profissionais da saúde.

A escolha da Pfizer, de certo modo, surpreende, porque os próprios técnicos do Ministério da Saúde ressaltavam a dificuldade de incorporação do imunizante ao plano de vacinação nacional, devido às dificuldades de armazenagem, requerindo temperaturas de -70°C.

No dia 1º de dezembro, o Ministério da Saúde havia informado que as vacinas contra a Covid-19 que serão incluídas no Plano Nacional de Imunização deveriam "fundamentalmente" ser termoestáveis e poder ser armazenadas em temperaturas de 2°C a 8°C.

Na prática, o anúncio significava que a vacina da Pfizer não deveria ser aplicada no Brasil. A empresa, no entanto, vem afirmando que pode contribuir disponibilizando mecanismos para facilitar seu transporte e armazenamento.​

A empresa já pediu às autoridades de regulação de medicamentos da Europa a autorização para uso emergencial de sua vacina. O mesmo processo já havia sido iniciado nos Estados Unidos.

A Pfizer divulgou estudos que mostram que sua vacina é 95% eficaz contra o novo coronavírus.

Também nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde anunciou a liberação de R$ 59,4 milhões para o PNI (Programa Nacional de Imunização) a fim de enfrentar a Covid-19 com a compra de equipamentos de refrigeração para armazenar vacinas.

Segundo a pasta, os recursos foram instituídos em caráter excepcional e temporário, por meio de portaria publicada nesta segunda, no DOU (Diário Oficial da União).

O dinheiro será repassado a todos os estados em parcela única para a aquisição dos equipamentos.

De acordo com a pasta, as CIBs (Comissões lntergestores Bipartite) —entre estado e município— e o colegiado de gestão de saúde do Distrito Federal definirão as unidades a serem beneficiadas.

A entrega dos equipamentos será feita diretamente pelos estados a municípios.

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