Descrição de chapéu Coronavírus

Após falhas na logística, Pazuello diz que entregou doses de vacina antes do planejado

Em vídeo, ministro diz que previsão era que entrega levasse até cinco dias; envio foi marcado por alterações de voos e problemas de comunicação

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Brasília

Após uma série de problemas na logística no envio das primeiras vacinas contra Covid-19, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, gravou um vídeo nesta terça-feira (19) em que afirma que a pasta entregou doses aos estados antes do planejado.

"Tínhamos um planejamento de entregar todas as vacinas no Brasil em cinco dias. Realizamos essa missão em 24h ininterruptas. Aceleramos o processo logístico de entrega das vacinas para atender a urgência dos estados em iniciar imediatamente a vacinação em seus municípios", disse.

Apesar de já ter divulgado anteriormente que faria a distribuição em até cinco dias, Pazuello fez um acordo na segunda (18) com governadores para adiantar a entrega e o início da vacinação para as 17h do mesmo dia na maioria dos estados.

A logística de envio, no entanto, foi marcada por alterações repentinas de horários de voos e atropelos na comunicação, como mostrou o Painel, da Folha. A situação provocou críticas de governadores e autoridades de saúde locais e fez com que ao menos 11 estados iniciassem a vacinação só nesta terça (19).

No vídeo, Pazuello cita "dificuldades impostas pelas dimensões continentais do país" e afirma que a entrega foi concluída às 11h desta terça, com "esforço de instituições públicas e privadas".

Sem citar números e empresas, o ministro diz que a pasta continua "fazendo negociações e aquisições de milhões de doses de vacinas com outros laboratórios".

Questionado sobre quais seriam essas possíveis novas aquisições, o Ministério da Saúde não respondeu até o momento. Segundo membros da pasta, não houve novos acordos recentes.

Sem conseguir obter os 2 milhões de doses da vacina de Oxford que estavam previstas para ser importadas da Índia, até então tidas como principal aposta para iniciar a vacinação, o governo iniciou a estratégia nesta segunda (18) com a distribuição de 4,6 milhões de doses da Coronavac, do Butantan.

Nos últimos meses, a Coronavac esteve no meio de um guerra política travada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com o governador paulista, João Doria (PSDB), o que levou o ministério a suspender temporariamente um acordo para obter 100 milhões de doses.

O contrato só foi fechado no início deste mês, mas a entrega ainda enfrenta impasses devido à dificuldade de obter insumos da China para produzir mais doses. Problema semelhante ocorre com a Fiocruz.

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