Descrição de chapéu Coronavírus

Brasil barra voos de África do Sul e Reino Unido para impedir entrada de nova variante do coronavírus

Portaria também restringe passageiros que chegam por via terrestre ou transporte aquaviário

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Brasília

Uma portaria do governo federal publicada nesta terça-feira (26) proíbe a entrada de passageiros de voos vindos do Reino Unido e da África do Sul. Um dos motivos seria o impacto epidemiológico que as novas variantes do coronavírus podem causar no Brasil.

Profissional da saúde em atuação no bairro de Soweto, em Johannesburgo, na África do Sul - Michele Spatari/AFP

“Ficam proibidos, em caráter temporário, voos internacionais com destino ao Brasil que tenham origem ou passagem pelo Reino Unido e pela África do Sul”, diz o texto publicado no Diário Oficial da União.

Além disso, fica suspensa a autorização de embarque para pessoas que tenham origem ou que passaram pelo Reino Unido e pela África do Sul nos últimos 14 dias.

Entre as medidas adotadas em caso de descumprimento da portaria, estaria a deportação de passageiros para o país de origem.

A portaria é assinada pelos ministros Eduardo Pazuello (Saúde), André Mendonça (Justiça e Segurança Pública) e Walter Souza Braga Netto (Chefe da Casa Civil).

Estrangeiros de outros países permanecem liberados para entrar no Brasil por via aérea. Entretanto, devem comprovar que não estão com Covid-19 poe meio do teste RT-PCR. Ele deve ser feito até 72 horas antes do embarque.

A portaria restringe também a entrada de estrangeiros por via terrestre ou transporte aquaviário. A entrada continua liberada para pessoas do Paraguai ou que residem em cidades que fazem fronteira com o Brasil, exceto da Venezuela.

Muitas variantes do coronavírus surgiram desde o início da pandemia. Estudos sugerem que a mutante chamada B117, detectada no Reino Unido, é mais transmissível que as formas anteriores.

A variante levou mais de 40 países a bloquearem a entrada de viajantes do território britânico. O Brasil já havia proibido a entrada no país de voos do Reino Unido em dezembro.

Essa variante foi encontrada no Brasil pelo laboratório Dasa em parceria com a USP (Universidade de São Paulo) a partir de sequenciamento genético.

Segundo o ECDC (European Centre for Disease Prevention and Control), estima-se que a nova linhagem tenha uma transmissibilidade até 70% superior ao que se tem como parâmetros atualmente. Mas não há indícios de que ela seja mais letal.

Outra variante, chamada de 501.V2 e detectada na África do Sul, é diferente da encontrada no Reino Unido. Entretanto, compartilham uma alteração comum, chamada N501Y na proteína spike. Isso é o que as tornaria mais infecciosas.

A variante sul-africana possui uma mutação a mais, chamada E484K.

No Brasil, houve um caso de reinfecção com uma variante chamada B.1.1.248, que possui a mutação E484K, identificada inicialmente no país africano.

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