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Brasil registra 562 mortes pela Covid-19 e mais de 22 mil casos, mostra consórcio de imprensa

Números relativamente baixos podem ser explicados por atrasos de notificação pelas festas de fim de ano

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São Paulo

O Brasil registrou 562 mortes pela Covid-19 e 22.489 casos da doença, nesta segunda-feira (4). Com isso, o país chega a 196.591 óbitos e a 7.754.560 de pessoas infectadas pelo novo coronavírus desde o começo da pandemia.

Os números são relativamente baixos em comparação aos registros recentes. Isso pode ser explicado por atrasos de notificação pelas festas de fim de ano. Além disso, às segundas, domingos e feriados os números de mortes e casos costumeiramente são menores.

Os dados do país são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Além dos dados diários, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 707. O valor da média, apesar de uma pequena queda em relação ao dado de 14 dias atrás, configura uma situação de estabilidade.

No momento, o Norte é a única região que apresenta crescimento da média móvel de mortes e o Sul a única com redução. As demais estão em estabilidade.

Acre, Alagoas, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins tiveram aumento da média móvel de mortes, em relação ao dado de 14 dias atrás.

Amapá, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo estão em situação de estabilidade, de acordo com os dados da média móvel do consórcio. Os demais quatro estados apresentam queda.

O Brasil tem uma taxa de 93,9 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos (353.050), e o Reino Unido (75.544), ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 108,1 e 113,7 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O Brasil havia ultrapassado a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (125,3), país com 75.680 óbitos pela doença. Contudo, com a segunda onda que assola a Europa, a Itália voltou a passar o Brasil.

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos e já contabiliza 127.213 óbitos, tem 100,8 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na América do Sul, chama a atenção também o número de mortos por 100 mil habitantes do Peru: 118,3. O país tem 37.830 óbitos pela Covid-19.

A Índia é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 149.649 óbitos. Lá, devido ao tamanho da população, a taxa proporcional é de 11,1 óbitos por 100 mil habitantes.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena rígida de início, o índice é de 98,1 mortes por 100 mil habitantes (43.634 óbitos).

Já o balanço divulgado pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (4) registrou 20.006 novos casos de contaminação pelo novo coronavírus no Brasil e 543 mortes em decorrência da doença nas últimas 24 horas. Desde o início da pandemia, foram 196.561 óbitos acumulados e 7.753.752 casos confirmados no país, segundo o ministério.

​A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​

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