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Brasil segue com média móvel de mortes por Covid acima de 1.000, segundo consórcio de imprensa

Total de mortes passa de 203 mil enquanto o número de infectados supera 8,1 milhões de pessoas

São Paulo

Com 477 novas mortes por Covid-19 nesta segunda-feira (11), o Brasil segue registrando média móvel de óbitos alta, acima de 1.000. Nas últimas 24 horas, foram registrados 29.010 casos da doença no país, que já soma 203.607 óbitos por coronavírus e 8.133.833 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

Especialistas vêm alertando que os números de mortes podem permanecer altos pelas próximas semanas, devido às viagens, encontros e festas que realizados durante o Natal e o Ano-Novo.

No entanto, aos finais de semana e nas segundas-feiras os números relacionados à pandemia costumam ser menores por atrasos de notificações nas secretarias de saúde.

Os dados do país são fruto de colaboração inédita entre Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do novo coronavírus. As informações são coletadas diretamente com as Secretarias de Saúde estaduais.

Além dos dados diários, a Folha também mostra a chamada média móvel. O recurso estatístico busca dar uma visão melhor da evolução da doença, pois atenua números isolados que fujam do padrão. A média móvel é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete.

De acordo com os dados coletados até as 20h, a média de mortes nos últimos sete dias é de 1004. O valor da média representa um aumento de 63% em relação ao dado de 14 dias atrás.

Todas as regiões do país apresentam crescimento na média móvel de mortes, exceto o Centro-Oeste, que está em estabilidade.

Os estados que tiveram alta mais expressiva foram Amapá, Amazonas, Ceará, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondômia, Roraima, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

CORONAVÍRUS NO MUNDO

O Brasil tem uma taxa de 96,7 mortos por 100 mil habitantes. Os Estados Unidos, que têm o maior número absoluto de mortos (373.669), e o Reino Unido (81.567), ambos à frente do Brasil na pandemia (ou seja, começaram a sofrer com o problema antes), têm 114,4 e 122,7 mortos para cada 100 mil habitantes, respectivamente.

O Brasil havia ultrapassado a taxa da Itália de mortes por 100 mil habitantes (130,3), país com 78.755 óbitos pela doença. Contudo, com a segunda onda que assola a Europa, a Itália voltou a passar o Brasil.

O México, que ultrapassou o Reino Unido em número de mortos e já contabiliza 133.204 óbitos, tem 105,6 mortes para cada 100 mil habitantes.

Na América do Sul, chama a atenção também o número de mortos por 100 mil habitantes do Peru: 118,9. O país tem 38.049 óbitos pela Covid-19.

A Índia é o terceiro país, atrás apenas de EUA e Brasil, com maior número de mortes pela Covid-19, com 150.999 óbitos. Lá, devido ao tamanho da população, a taxa proporcional é de 11,2 óbitos por 100 mil habitantes.

Na Argentina, onde a pandemia desembarcou nove dias mais tarde que no Brasil e que seguiu uma quarentena rígida de início, o índice é de 99,8 mortes por 100 mil habitantes (44.417 óbitos).

​A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​​​​​​​​​

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