Descrição de chapéu Coronavírus

Pandemia em 2021 pode ser pior do que em 2020, diz dirigente do Instituto Butantan

Em transmissão fechada da XP, Dimas Covas disse ver restrição mais dura ao comércio

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São Paulo

O diretor do Instituto do Butantan, Dimas Covas, vê a possibilidade de a pandemia ser pior em 2021 do que foi em 2020, caso não sejam empregadas medidas para reduzir os casos e aumente a compra de vacinas o quanto antes.

Covas também disse ver como inevitável a mudança para a bandeira vermelha em São Paulo, que tem medidas mais drásticas de isolamento social.

Ele criticou a atuação do governo de Jair Bolsonaro (sem partido) no combate ao coronavírus. Segundo Covas, o Ministério da Saúde não comprou doses suficientes da Coronavac.

As afirmações foram ditas em transmissão fechada da XP Investimentos na manhã desta terça-feira (19). O evento foi destinado a clientes institucionais da XP, como bancos, gestoras e corretoras e faz parte de uma série de lives que a corretora organiza regularmente com temas que afetam o mercado financeiro.

Retrato de Dimas Covas
Dimas Covas, do Instituto Butantan, vê a possibilidade de uma pandemia pior em 2021 do que em 2020 - NELSON ALMEIDA / AFP

Segundo pessoas do mercado, Covas também disse que vê como inevitável a mudança para bandeira vermelha em São Paulo, que representa risco alto para Covid-19.

O governo paulista criou cinco fases para classificar o nível de quarentena dentro da estratégia para conter a disseminação do coronavírus. A vermelha é a mais rígida, seguida de laranja, amarela, verde e azul, nesta ordem.

As falas de Covas teriam preocupado os ouvintes. Um aumento nas restrições é temido pelo mercado, pois teria um grande impacto na economia, especialmente no setor de serviços, que responde por cerca de 70% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.

De acordo com o último balanço estadual, feito na sexta(15), a região metropolitana de São Paulo está na fase amarela do Plano São Paulo e a única região na fase vermelha é Marília.

As declarações de Covas foram antecipadas pelo Valor Econômico e confirmadas pela Folha.

Procurada, a XP não quis comentar.

Veja o que fecha na fase vermelha

  • Shopping centers, galerias e estabelecimentos congêneres
  • Comércio
  • Serviços em geral
  • Bares, restaurantes e similares
  • Salões de beleza e barbearias
  • Academias e centros de ginástica
  • Eventos, convenções e atividades culturais, como cinemas e teatros
  • Concessionárias

Seguem funcionando, mediante protocolos de higiene e distanciamento

  • Atividades religiosas, como missas e cultos
  • Supermercados, padarias e açougues
  • Serviços de saúde, inclusive farmácias e clínicas, além de hospitais
  • Transportadoras, oficinas de automóveis e motos, postos de gasolina
  • Serviços de transporte público
  • Bancos
  • Pet shops
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