Descrição de chapéu Coronavírus

Imprensa internacional cita dados menos eficazes e decepcionantes da Coronavac

Alguns veículos destacaram que eficácia foi menor do que o númer parcial apresentado anteriormente

São Paulo

A eficácia total de 50,4% da Coronavac, vacina contra a Covid-19 produzida no Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, foi anunciada nesta terça-feira (12).

Os dados são menores do que os 78% (exatos 77,96%) de eficácia de prevenção de casos leves da doença, anunciados na semana passada.

A divulgação dos resultados da fase 3 foi fatiada em diferentes coletivas de imprensa pelo governo de São Paulo, uma decisão inicialmente criticada por especialistas.

Mas, independentemente dos valores de eficácia, pesquisadores afirmam que a vacina, que é segura, deve ajudar a frear a pandemia da Covid-19 no Brasil, que vem crescendo desde o fim de 2020.

Os números diferentes chamaram a atenção da imprensa internacional. A Reuters no Reino Unido chamou os dados de decepcionantes. Já alguns veículos na China deram destaque para a eficácia de 100% de casos graves, mas, neste terça, o próprio governo afirmou que o dado ainda não tinha significância estatística.

"Eficácia geral da Coronavac no Brasil é de 50,4%"

Bloomberg - EUA

"Resultados decepcionantes de vacinas chinesas representam um revés para o mundo em desenvolvimento"

The New York Times

"Em testes no Brasil, eficácia de vacina chinesa é menor do que inicialmente imaginado"

Financial Times - Reino Unido

"Dados da vacina da Sinovac no Brasil: 100% de efetiva em prevenir casos graves, podendo reduzir hospitalizações em até 80%"

Global Times - China

"Pesquisadores brasileiros apontam eficácia decepcionante de 50,4% na vacina Coronavac"

Reuters - Reino Unido

"Instituto brasileiro observa 100% de eficácia na vacina da Sinovac para casos graves"

China Daily - China

"Eficácia da vacina da Sinovac no Brasil é menor do que dados anteriores mostravam"

South China Morning Post - China

"Vacina chinesa contra a Covid-19 é bem menos eficaz do que inicialmente afirmado no Brasil"

The Wall Street Journal - EUA

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