Descrição de chapéu Coronavírus

Veja histórias de donas de casa que morreram de Covid-19

Mais de cem familiares enviaram foto de calçados para representar a perda de parente ou amigo; Brasil registrou mais de 200 mil mortes pela doença

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Montagem com sapatos de pessoas mortas pela Covid no Brasil em 2020. Folha fez especial para marcar as 200 mil mortes no país reunindo esses itens pessoais de quem se foi Arquivo Pessoal

São Paulo
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VANY JOSÉ DE SOUZA MACEDO (1949-2020) - Arquivo pessoal

VANY DE SOUZA MACEDO, 71, dona de casa, N. Veneza (GO)

Sempre preocupada com os outros, Vany, mãe e avó, era casada com Paulo havia 39 anos e vivia na pequena Nova Veneza, em Goiás. Com vontade enorme de viver, Vany era amorosa, estava sempre preocupada com todos. A dona de casa adorava caminhar pela manhã, cuidar de suas orquídeas e sair aos fins de semana com a família. Vaidosa, preferia a sua sapatilha mais nova.


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MARIA JOSÉ DA COSTA MAIA (1935-2020) - Arquivo pessoal

MARIA JOSÉ COSTA MAIA, 84, dona de casa, Rio de Janeiro (RJ)

Cozinheira de mão cheia, boa na jardinagem e na costura, Maria José não saía de casa sem batom vermelho, perfume francês, e não deixou de usar joias nem no dia em que foi internada. Não duvidava do próprio gosto e comprava várias peças de uma vez. Tinha quatro versões do mesmo sapato. Uma neta contou a sua doença em ilustrações.


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CÍCERA DA SILVA FERREIRA (1967-2020) - Arquivo pessoal

CÍCERA DA SILVA FERREIRA, 53, dona de casa, São Bernardo do Campo (SP)

Cícera usava seu tênis em caminhadas de manhã em São Bernardo do Campo. Desde a sua morte em agosto, parentes e amigos mandam pratos e marmitas à família na tentativa de confortá-los. Casada há 35 anos, contraiu Covid da filha que trabalha selecionando os profissionais da linha de frente do combate à doença.


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ELENITA LOPES DA SILVA (1955-2020) - Arquivo pessoal

ELENITA LOPES DA SILVA, 65, dona de casa, Rio de Janeiro (RJ)

Elenita era apaixonada pelos nove netos e, sempre que podia, os levava para passear. Adorava ir ao shopping comprar presentes e objetos de decoração para mudar a casa, o que fazia com frequência. Com ajuda da internet, não se afastou dos amigos. Tinha esperança de que reencontraria o marido e a uma filha que partiram antes dela.


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LINDALVA BEZERRA DA SOLEDAD (1937-2020) - Arquivo pessoal

LINDALVA B. DA SOLEDAD, 83, dona de casa, São Paulo (SP)

Para Lindalva, manter a casa tinindo era questão de honra. Cultivava rosas e fazia panquecas como ninguém. Nos últimos três anos, usou Crocs diariamente. No pé esquerdo, precisou fazer um buraco para acomodar melhor seus dedos, deformados devido ao reumatismo. Deixa o marido, dois filhos, uma nora, cinco netos e o desejo de um dia ter sido cabeleireira.


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MARIA MELLO HOFFMANN (1939-2020) - Arquivo pessoal

MARIA MELLO HOFFMANN , 81, dona de casa, Torres (RS)

Maria Mello casou-se aos 16 anos e manteve o relacionamento por 55 anos até a morte do marido. Teve cinco filhos e 15 netos. Lembrou-se da família até o último minuto de lucidez no hospital. Sem a visão de um olho, que perdeu por um descolamento de retina, era tão independente quanto podia. Com a bengala e sapatos confortáveis, ia ao supermercado e à farmácia sozinha.

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