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Brasil registra 2.798 mortes por Covid em 24 h, recorde da pandemia

Número é comparável ao de mortos no ataque às Torres Gêmeas, em 2001; país completa 18 dias seguidos de recorde da média móvel de óbitos

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São Paulo

O Brasil teve mais um dia de recordes trágicos, com o registro de 2.798 mortes por Covid, o maior número de vidas perdidas em 24 horas de toda a pandemia. O valor significa quase 1 morte a cada 30 segundos.

As mortes registradas nesta terça-feira (16) superam as dos ataques às Torres Gêmeas (2.750), em Nova York, em 11 de setembro de 2001, segundo a Enciclopédia Britannica. Quase 3.000 pessoas ao todo morreram nos ataques daquele dia nos EUA.

Desde o início da pandemia, o Brasil registrou 282.400 óbitos. Nesta terça-feira (16), também foram registrados 84.124 novos casos da Covid e, com isso, o total de infecções desde o início da pandemia chegou a 11.609.601.

O recorde anterior de mortes era da última quarta (10), com 2.349 mortes. Há 18 dias consecutivos o país registra recordes de média móvel de óbitos, que agora chegou a 1.976. O país está há 55 dias com a média acima de mil mortes por dia. Esse dado é um instrumento estatístico que busca amenizar grandes variações nos dados (como costumam ocorrer nos finais de semana e feriado).

O Brasil já ultrapassou a média móvel de mortes dos EUA, país que tem o maior número de óbitos e casos de Covid no mundo e uma população maior que a brasileira. Os americanos têm visto uma redução constante da Covid desde a posse do presidente democrata Joe Biden e com a avanço da vacinação.

Enquanto isso, o Brasil vive o pior momento da pandemia, sem sinais de luz no horizonte. As políticas nacionais de coordenação para enfrentamento são frágeis e a vacinação avança muito lentamente.

Considerando as duas últimas semanas, o Brasil é responsável por aproximadamente 20% das mortes no mundo todo. É também o país com mais novas mortes no planeta, 23.566 óbitos.

Diversos estados registraram recordes de mortes, nesta terça. Em São Paulo, foram 679 óbitos, no Rio Grande do Sul, 501, no Paraná, 307, em Santa Catarina, 167.

Nove estados têm recorde da média móvel de mortes. São eles Acre (10), Goiáis (125), Mato Grosso (55), Mato Grosso do Sul (25), Paraíba (41), Rio Grande do Sul (253), Santa Catarina (113), São Paulo (400) e Tocantins (16).

O consórcio de imprensa também atualizou as informações repassadas sobre a vacinação contra a Covid-19 por 23 estados e pelo Distrito Federal.

Já foram aplicadas no total 14.180.274 doses de vacina (10.389.077 da primeira dose e 3.791.197 da segunda dose), de acordo com as informações disponibilizadas pelas secretarias de Saúde.

Isso significa que somente 6,46% dos brasileiros maiores de 18 anos tomaram a primeira dose e só 2,36%, a segunda.

Nas últimas 24 horas, 307.306 pessoas tomaram a primeira dose da vacina e 118.775, a segunda.

A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorre em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Além disso, o governo divulgou dados conflitantes.​​​​​

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