Idosos de 75 e 76 anos começam a ser vacinados na segunda (15) em SP

Doria pediu para a população evitar concentrar idas às primeiras horas de imunização

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São Paulo

O governo João Doria (PSDB) anunciou nesta segunda-feira (8) que a vacinação de idosos de 75 e 76 anos começará a partir de segunda-feira (15)

A declaração foi dada em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi (zona oeste), com medidas relacionadas ao coronavírus.

Doria pediu que as pessoas não se concentrem no horário da manhã. "Aproveito para pedir que por favor evitem a concentração no dia 15 de março, para que não tenhamos filas e o desconforto na vacinação nos drive-thrus. A vacinação seguirá normalmente, das 8h às 17h. Para evitar desconforto, utilizem o horário da tarde, utilizem os dias 16 e 17", disse.

Segundo dados do governo, há um contingente de 420 mil pessoas nessa faixa etária. Iniciada em 17 de janeiro, 2.450.584 pessoas já receberam a primeira dose e outras 845.821 completaram o ciclo vacinal com a segunda dose, totalizando 3.296.405 vacinações.

​O governador anunciou também que o Instituto Butantan está entregando um novo lote de 1,7 milhão de doses da Coronavac.

Doria repercutiu o anúncio do governo federal de compra de imunizantes da Pfizer. "É triste, lamentável, até surreal. Poderiam ter comprado em outubro, quando a Pfizer fez ofertas de vacinas ao governo federal. Faltando vacinas no Brasil e somente agora fazem opção pela compra das mesmas doses oferecidas em outubro".

O governo estadual disse que também negocia com laboratórios, mas que não pode informar quais são devido a questões sigilosas relacionadas às negociações. Doria citou apenas a vacina Sputinik, com uma soliticação de 20 milhões de doses.

Doria disse que entregará 100 milhões de doses da Coronavac até 30 de agosto. Além disso, São Paulo comprará 30 milhões de doses voltadas à vacinação da população paulista.

Doria anunciou que a mãe do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) recebeu a segunda dose da Coronavac em Eldorado, no interior de SP. "Dona Olinda Bolsonaro, a senhora está salva com a vacina do Butantan. As duas doses da vacina do Butantan que salvam a senhora, a senhora deu um exemplo de amor à vida", disse.

HOSPITAIS

A situação da pandemia no estado continua a se agravar. "As taxas de ocupação no estado chegam a 80%. Temos que lembrar que no dia 22 de fevereiro o estado tinha 66%. A Grande SP está com 81,2% quando no dia 22, há duas semanas, tínhamos 68,8%", disse o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn.

As mortes aumentaram 17,8% na última semana e as internações, 19%. Há 8.427 pacientes na UTI no estado, contra 6.250 em julho do ano passado, auge da primeira onda da pandemia.

Devido ao recrudescimento da doença, Doria afirma que serão instalados 11 hospitais de campanha no estado, com criação de 140 novos leitos de UTI e 140 novos leitos de enfermaria. O prazo para a instalação é até 31 de março.

As unidades ficam na capital, interior e litoral do estado. As cidades são: São Paulo, Santo André, Andradina, Santos, Barretos, Botucatu, Campinas, Ourinhos, Tupã, Itapetininga e Fernandópolis. Atualmente, há quatro hospitais de campanha estaduais.

Em homenagem ao dia da mulher, Doria fez uma coletiva ao lado de várias secretárias e também da primeira-dama, Bia Doria. Além disso, várias mulheres que atuaram contra a pandemia foram homenageadas.

AMEAÇAS

Após protestos contra medidas pelo isolamento social no estado em frente à casa de Doria no fim de semana e ameaças de morte, o governador reagiu. "Vou continuar enfrentando a conduta criminosa de negacionistas, extremistas, agressores, usurpadores e mentirosos. Contra essa turma da morte, essa turma do ódio, contra aqueles que preferem ser seguidores de um mito que não protege vidas e estimula a morte, eu estarei na trincheira pela vida", disse.

"Não tenho medo de agressões, ameaças, fake news, daqueles que neste último final de semana tentaram impor a mim e minha família o medo para que pudéssemos recuar nas atitudes que tomamos em defesa da vida".

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