Descrição de chapéu Coronavírus

Sem ação federal coordenada, governadores divergem nas ações contra Covid; veja as diferenças

Enquanto alguns adotam toque de recolher, outro permitem bares abertos e casamentos

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São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba , Porto Alegre , Manaus , Ribeirão Preto, Salvador e Recife

Ainda que muitos estados tenham em comum as UTIs para pacientes de Covid-19 lotadas, governadores divergem na forma como lidam com a abertura de comércio e serviços, como meio de pressionar o isolamento social e frear o contágio na pandemia, especialmente diante da falta de uma ação federal coordenada.

Enquanto alguns reveem reaberturas e adotam lockdowns ou toques de recolher —como Pará, Bahia e Sergipe—, em estados como a Paraíba o funcionamento de bares e restaurantes é permitido em horário reduzido. Já no Rio, foram liberadas festas de casamento e de formatura com limite de público.

Veja a situação em cada estado.

SUDESTE

São Paulo
População: 46,5 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 92,4%
Lotação de UTIs públicas na capital: 92,3%
O que fez o governador: João Doria (PSDB) decretou a fase emergencial do Plano SP com início em 15 de março. Inclui o fechamento de escolas, um toque de recolher das 20h às 5h e obrigatoriedade de home office para repartições públicas e escritórios. Na sexta (26), com a avaliação do comitê de contingência de que o estado entrou em colapso, a fase emergencial foi prorrogada até 11 de abril

Rio de Janeiro
População: 17 milhões
Lotação de UTIs no estado: 87%
Lotação de UTIs na capital: 93%
O que fez o governador: Cláudio Castro (PSC) permitiu shows e festas até 12 de março. Nesta semana, proibiu a permanência nas ruas das 23h às 5h e as festas com bilheteria, mas continua permitindo casamentos, formaturas e bares até as 23h, com 50% de ocupação. Prefeituras podem tomar medidas mais restritivas

Minas Gerais
População: 21,3 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 92,9%
Lotação de UTIs públicas em Belo Horizonte: 101,4%
O que fez o governador: Romeu Zema (Novo) anunciou que a onda roxa, que prevê toque de recolher e autoriza apenas serviços essenciais, passaria a valer para todos os municípios mineiros a partir de 17 de março. A medida vale por duas semanas

Espírito Santo
População: 4,1 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 93,5%
Lotação de UTIs públicas em Vitória: 95,8%
O que fez o governador: Renato Casagrande (PSB) decretou quarentena de duas semanas, entre 18 e 31 de março. Só podem funcionar atividades essenciais, hotéis e pousadas podem receber 50% da capacidade e atendimento presencial ao público fica proibido aos domingos e feriados. Aulas presenciais também estão suspensas

NORDESTE

Alagoas
População: 3,5 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 85%
Lotação de UTIs públicas em Maceió: 89%
O que fez o governador: Renan Filho (MDB) proibiu o atendimento presencial de bares e restaurantes, mas permitiu o funcionamento do comércio e dos shoppings durante a semana

Bahia
População: 15,1 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 88%
Lotação de UTIs públicas em Salvador: 87%
O que fez o governador: Rui Costa (PT) instituiu toque de recolher a partir das 20h de 17 de fevereiro e, nesta semana, antecipou o horário para as 18h. Decretou o fechamento do comércio não essencial e determinou a suspensão do transporte intermunicipal na Semana Santa

Ceará
População: 2,2 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 94%
Lotação de UTIs públicas em Fortaleza: 95%
O que fez o governador: Camilo Santana (PT) instituiu isolamento social rígido com fechamento do comércio não essencial. Retomou a abertura de novos leitos e a instalação de hospitais de campanha

Sergipe
População: 2,2 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 78%
Lotação de UTIs públicas em Aracaju: 86%
O que fez o governador: Belivaldo Chagas (PSD) instituiu toque de recolher entre 20h e 5h até 31 de março. Comércio pode funcionar até às 18h. O mesmo vale para templos religiosos, restaurantes e salões de beleza, que só devem funcionar com 30% de sua capacidade

Rio Grande do Norte
População: 3,5 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 92,1%
Lotação de UTIs públicas em Natal: 96,2%
O que fez a governadora: Fátima Bezerra (PT) endureceu medidas de restrição de 20 de março a 2 de abril, com o fechamento de atividades não essenciais e suspensão de aulas presenciais

Pernambuco
População: 9,6 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 97%
Lotação de UTIs públicas no Recife: 97%
O que fez o governador: Paulo Câmara (PSB) editou decreto com medidas restritivas, válido de 18 a 28 de março. Destacam-se o fechamento de escolas e igrejas e o não funcionamento de bares, restaurantes e similares, que podem operar apenas com delivery

Paraíba
População: 4 milhões
Lotação de UTIs públicas do estado: 83%
Lotação de UTIs públicas em João Pessoa: 93%
O que fez o governador: João Azevêdo (Cidadania) determinou toque de recolher das 22h às 5h em municípios com bandeiras vermelha e laranja. Bares, restaurantes e lanchonetes só podem funcionar até 16h, com delivery permitido até 22h. Somente pré-escola, creches e fundamental podem funcionar presencialmente

Piauí
População"‚3,3 milhões
96%"‚lotação de UTIs públicas no estado
96%"‚lotação de UTIs públicas em Teresina
O que fez o governador"‚
Wellington Dias (PT) anunciou medidas econômicas para ajudar empresários e funcionários dos setores de bares, restaurantes e eventos, como o pagamento de um auxílio de R$ 1.000

Maranhão
População: 7,1 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 89%
Lotação de UTIs públicas em São Luís: 95%
O que fez o governador: Flávio Dino (PCdoB) autorizou nesta sexta que bares e restaurantes funcionem com 50% da capacidade e regime de ensino hibrido para escolas em geral --mas apenas remoto para escolas do estado

NORTE

Acre
População: 894,5 mil
Lotação de UTIs públicas no estado: 89%
Lotação de UTIs públicas em Rio Branco: 93%
O que fez o governador: Gladson Cameli (PP) adiou o início da vigência das medidas restritivas de circulação de 4 para 11 de março, instituindo lockdown apenas aos finais de semana e feriados. Onze dias depois, prorrogou as medidas por tempo indeterminado

Amapá
População: 861,8 mil
Lotação de UTIs públicas no estado: 94,4%
Lotação de UTIs públicas em Macapá: 98,8%
O que fez o governador: Waldez Góes (PDT) decretou lockdown a partir de 18 de marco por uma semana, com toque de recolher entre 21h e 5h, lei seca e comércio limitado a delivery. Aulas presenciais estão suspensas

Amazonas
População: 4,2 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 76%
Lotação de UTIs públicas em Manaus: 76%
O que fez o governador: Após protestos, Wilson Miranda (PSC) revogou decreto que previa medidas restritivas a partir de 23 de dezembro; dezessete dias depois, o estado entrou em colapso. Não acatou nenhuma recomendação de lockdown feita pelos órgãos de controle

Pará
População: 8,7 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 87%
Lotação de UTIs públicas em Belém: 88%
O que fez o governador: Helder Barbalho (MDB) decretou lockdown nos cinco municípios da região metropolitana de Belém, prorrogado até 29 de março

Rondônia
População: 1,7 milhão
Lotação de UTIs públicas do estado: 100%
Lotação de UTIs públicas em Porto Velho: 100%
O que fez o governador: Marcos Rocha (sem partido) determinou toque de recolher entre 21h e 6h em dias úteis. Só podem funcionar atividades essenciais, mas salões de beleza podem atender de forma individual. Academias funcionam com limitações de público

Roraima
População: 631,2 mil
Lotação de UTIs públicas no estado: 58%
Lotação de UTIs públicas em Boa Vista: 58%
O que fez o governador: Antonio Denarium recomendou toque de recolher em todas as cidades; manteve comércio aberto; liberou, no último dia 15, o transporte rodoviário entre Boa Vista e Manaus (uma viagem por dia com limite de passageiros)

Tocantins
População: 1,6 milhão
Lotação de UTIs públicas no estado: 90%
Lotação de UTIs públicas em Palmas: 91%
O que fez o governador: Mauro Carlesse retomou as aulas presenciais em fevereiro, mas voltou atrás em março; recomendou que prefeituras adotem medidas mais restritivas

CENTRO-OESTE

Goiás
População: 7,1 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 98%
Lotação de UTIs públicas em Goiânia: 98%
O que fez o governador: Ronaldo Caiado adotou rodízio 14 por 14 (14 dias com estabelecimentos não essenciais fechados e 14 abertos) até a próxima semana; entregará 200 mil máscaras a usuários de ônibus na região metropolitana de Goiânia

Mato Grosso
População: 3,5 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 95%
Lotação de UTIs públicas em Cuiabá: 94%
O que fez o governador: Mauro Mendes (DEM) apresentou projeto de lei para antecipar feriados e reduzir a circulação de pessoas ate 4 de abril; outra proposta é triplicar valor da multa a quem desrespeitar medidas restritivas

Mato Grosso do Sul
População: 2,8 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 109%
Lotação de UTIs públicas em Campo Grande: 97%
O que fez o governador: Reinaldo Azambuja (PSDB) criou sistema que indica o funcionamento de atividades econômicas conforme a bandeira, mas é apenas uma recomendação

SUL

Paraná
População: 11,5 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 95%
Lotação de UTIs públicas em Curitiba: 102%
O que fez o governador: Ratinho Junior reabriu comércio e escolas particulares, mas baixou decretos mais restritivos para regiões mais afetadas

Rio Grande do Sul
População: 11 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 98,8%
Lotação de UTIs públicas em Porto Alegre: 104,2%
O que fez o governador: Desde 22, prefeituras podem adotar protocolos de bandeira vermelha mesmo que o RS esteja em bandeira preta (risco altíssimo). Comércio não essencial pode funcionar até 20h nos dias de semana (bares e restaurantes até 18h e ocupação de até 25%); supermercados até 22h qualquer dia da semana; aos fins de semana, apenas comércio essencial. Escolas continuam fechadas por decisão judicial. Permanência em praias continua proibida

Santa Catarina
População: 7 milhões
Lotação de UTIs públicas no estado: 98,8%
Lotação de UTIs públicas em Florianópolis: 98,9%
O que fez o governador: Todas as regiões estão em bandeira vermelha (risco altíssimo) desde 24 de fevereiro. Atividades noturnas estão vedadas, bem como a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em lojas de conveniência entre 0h e 6h. Aulas presenciais estão mantidas. Bares e restaurantes só podem funcionar com 25% da capacidade. As praias estão liberadas, desde que sem aglomeração

Erramos: o texto foi alterado

Versão anterior afirmava que a população de Sergipe era de 8,8 milhões. O texto foi corrigido.

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