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Vacina da Pfizer contra a Covid-19 apresenta 100% de eficácia em teste com adolescentes

O novo estudo oferece primeira evidência de como a vacina funcionará em adolescentes em idade escolar

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São Paulo | Reuters

A Pfizer e a BioNTech anunciaram nesta quarta-feira (31) que sua vacina contra a Covid-19 é segura e 100% eficaz para adolescentes.

O imunizante apresentou respostas robustas de anticorpos em adolescentes de 12 a 15 anos. O resultado abre caminho para a busca de autorização de uso emergencial nos Estados Unidos nas próximas semanas.

A Pfizer espera que as vacinações desse grupo possam começar antes do próximo ano letivo, disse Albert Bourla, presidente e CEO da empresa, por meio de comunicado.

No Brasil, a vacina da Pfizer teve seu registro aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o governo federal firmou acordo para obter as doses, mas elas ainda não estão disponíveis para a população. Nos EUA, o imunizante tem permissão para uso emergencial.

No ensaio clínico com 2.260 adolescentes de 12 a 15 anos, houve 18 casos de Covid-19 no grupo que recebeu a injeção de placebo e nenhum no grupo que recebeu a vacina, resultando em 100% de eficácia na prevenção da doença, informaram as empresas no comunicado.

O novo estudo, portanto, oferece a primeira evidência de como a vacina funcionará em adolescentes em idade escolar.

A vacina foi bem tolerada, com efeitos colaterais semelhantes aos observados entre aqueles com idade entre 16 e 25 anos em testes clínicos anteriores.

Apesar desses efeitos para o grupo mais jovem não terem sido listados, os efeitos no ensaio em adultos geralmente foram leves a moderados e incluíram dor no local da injeção, dores de cabeça, febre e fadiga.

OUTROS TESTES

As empresas também estudaram um subconjunto de adolescentes para medir o nível de anticorpos neutralizantes de vírus um mês após a segunda dose e descobriram que era comparável aos participantes do estudo com idades entre 16 e 25 anos no ensaio principal em adultos.

Bourla disse que a empresa planeja buscar autorização de uso emergencial para esse novo grupo no Food and Drug Administration (a agência de regulação de medicamentes, equivalente à Anvisa) e de outros reguladores ao redor do mundo "nas próximas semanas, com a esperança de começar a vacinar essa faixa etária antes do início do próximo ano letivo".

Na semana passada, as empresas aplicaram as primeiras doses em uma série de testes da vacina em crianças mais novas, com idades a partir de 6 meses. O imunizante também sendo testado em jovens com idades entre 5 e 11 anos.

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