Descrição de chapéu Coronavírus

Vacinação de pessoas com 65 e 66 anos em SP será feita com vacina de Oxford

Países europeus restringiram o medicamento, mas agência reguladora incentiva seu uso

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São Paulo

A vacinação contra a Covid-19 de pessoas com 65 e 66 anos em São Paulo, que começa em 21 de abril, será feita com o imunizante da Oxford-AstraZeneca, produzido no Brasil pela Fiocruz, anunciou o governo João Doria (PSDB).

Segundo a secretaria da Saúde de São Paulo, não há nenhuma obrigação de que a vacina seja aplicado nessa faixa etária, mas uma previsão de que haja disponibilização de estoques do imunizante no período anunciado para imunização desse grupo. Se houver também de Coronavac, a vacina produzida pelo Instituto Butantan, ela também será usada.

"Desde o início da campanha em São Paulo, todos os novos públicos têm sido definidos de acordo com a perspectiva do envio de mais doses da vacina. Não foi diferente para definir a data de imunização dos idosos entre 65 e 67 anos que sim, conta com a promessa de entrega de doses ao Plano Nacional de Imunização (PNI) pela Fiocruz, isso não significa que este público será imunizados exclusivamente com este imunizante", declara a assessoria de imprensa da secretaria.

Ao todo, o governo paulista espera imunizar 760 mil pessoas com 65 e 66 anos.

A vacina de Oxford virou motivo de polêmica depois que países europeus relataram a ocorrência de coágulos sanguíneos em pessoas nos quais o imunizante foi aplicado.

A agência reguladora europeia, no entanto, afirmou na quarta (7) que esses coágulos são incomuns e que devem ser listados como efeitos colaterais muito raros.

O órgão recomendou que o produto continue sendo usado para prevenir casos graves de Covid-19 e mortes provocadas pelo coronavírus, pois esses benefícios superam largamente os riscos do efeito colateral.

No Reino Unido foram identificados 79 casos de coágulos sanguíneos raros entre mais de 21 milhões de doses da AstraZeneca; 19 vacinados morreram. Isso corresponde a 3,8 casos e 0,9 morte a cada 1 milhão de vacinados.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recebeu até 22 de março 62 relatos de tromboses venosas no seio cavernoso cerebral (CVST) e 24 casos de trombose venosa esplâncnica (que envolve veias abdominais), dos quais 18 resultaram em morte, considerando um total de 25 milhões de vacinados. Isso corresponde a 3 casos e 0,72 morte por 1 milhão de vacinados.

No Brasil, a ocorrência de efeitos adversos graves nos vacinados corresponde a 0,007%, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados em março, considerando ainda as duas vacinas aplicadas, a Coronavac e a Oxford/AstraZeneca.

A secretaria da Saúde de São Paulo afirmou, ainda, que a utilização da vacina feita pela Fiocruz "não tem qualquer correlação com a produção do Butantan, que segue em andamento, inclusive considerando a previsão de chegada de mais 6.000 litros de insumos ainda neste mês", o que totalizando 10 milhões de doses em IFA (Insumo Farmacêutico Ativo).

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