Descrição de chapéu Coronavírus

Eduardo Paes anuncia Carnaval em setembro na ilha de Paquetá (RJ)

Bairro foi escolhido para experimento após vacinação em massa contra a Covid-19

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Rio de Janeiro

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), anunciou a realização do primeiro evento oficial com aglomeração de pessoas na cidade em tempos de pandemia de Covid-19. O evento-teste será um Carnaval fora de época em setembro, na ilha de Paquetá, bairro insular a 17 km do continente.

Neste domingo (20), a ilha de Paquetá se tornará palco de um projeto de imunização em massa contra a Covid-19, coordenado pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz). Pela programação, todos os moradores com mais de 18 anos serão vacinados. A segunda dose da vacina será aplicada quatro semanas depois, e 15 dias depois o sucesso da imunização será avaliado.

Ilha de Paquetá, no Rio de Janeiro - Folhapress

A ilha de Paquetá tem cerca de 4.000 moradores cadastrados para a vacinação. Mais da metade já recebeu as doses, e restam pouco mais de 1.600 ainda não vacinados. Após a imunização de toda a população, será possível avaliar a flexibilização das medidas de isolamento. A festa, restrita aos moradores do bairro, deve fazer parte desse experimento.

"Se tudo der certo, já temos o nosso primeiro evento teste marcado. Bora vacinar!", publicou Paes nas redes sociais, reproduzindo uma nota da coluna Ancelmo Gois, do jornal O Globo, que anunciou para setembro o Carnaval de Paquetá.

Nas redes, Paes foi alvo de críticas por anunciar uma festa apenas dois meses depois do início da vacinação.

Procurado pela Folha, o prefeito ressaltou que o cronograma de vacinação obedecerá a um prazo mais curto entre aplicação de uma dose e a outra. "É um evento-teste em Paquetá. Situação toda especial e com circunstâncias especiais", justificou.

O projeto de Paquetá repetirá a experiência da cidade de Serrana, no interior de São Paulo, escolhida para um estudo de vacinação em massa contra a Covid-19 conduzido pelo Instituto Butantan, e de Botucatu (SP), que receberá vacinas da AstraZeneca. Nesse último caso, o estudo é uma parceria do Ministério da Saúde, da Unesp (Universidade Estadual Paulista; campus Botucatu), da Prefeitura de Botucatu, da Universidade de Oxford e da Fundação Bill e Melinda Gates.

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