Dorival fica em xeque com derrota do São Paulo para o Ituano

Time levou gols em falhas da defesa e perdeu pênalti aos 50 minutos do 2º tempo

O técnico Dorival Júnior durante a derrota por 2 a 1 do São Paulo contra o Ituano, no estádio Novelli Júnior, em Itu
O técnico Dorival Júnior durante a derrota por 2 a 1 do São Paulo contra o Ituano, no estádio Novelli Júnior, em Itu - Luciano Claudino/Código19/Folhapress
São Paulo

O técnico Dorival Júnior terá dias difíceis à frente do comando técnico do São Paulo. O time fez outra partida sofrível nesta quarta-feira (21) e perdeu a segunda consecutiva no Campeonato Paulista. O algoz da equipe tricolor foi o Ituano, que venceu por 2 a 1, em Itu.

A derrota foi um resultado justo para um time que não criou e, dessa vez, não soube se defender. Contra o Santos, na derrota por 1 a 0 na última rodada, o São Paulo dominou todo o primeiro tempo, mas não mostrou poder de reação ao sofrer um gol logo no início da segunda etapa.

Diante do Ituano, um time teoricamente mais fraco, a equipe de Dorival foi dominada no primeiro tempo e levou o primeiro gol de um atacante que não balançava as redes desde setembro de 2017. 

Aos 22 minutos do primeiro tempo, a defesa abriu um buraco em frente à área e permitiu que Ronaldo tocasse na saída de Sidão para marcar.

Com isso a pressão, que já era grande após a última rodada, tanto da torcida quanto de conselheiros, pode levar a diretoria a reconsiderar a permanência do treinador.

Há críticas sobre a dificuldade de Dorival em montar um time eficiente. A equipe tem o pior ataque entre os grandes, com sete gols, e perdeu o posto de melhor defesa ao ser vazada duas vezes em Itu.

A derrota para o Ituano, em jogo adiado da sétima rodada, é a quarta no Paulista. A sucessão de resultados ruins deixa a classificação do Grupo B em aberto. O São Paulo estacionou nos mesmos dez pontos da Ponte Preta e só está na primeira colocação por ter uma vitória a mais.

Em terceiro lugar está o Santo André, com oito pontos, seguido pelo São Caetano, com sete. Os dois melhores de cada chave se classificam para as quartas de final.

O próximo jogo do São Paulo no Estadual será no domingo (25), no Morumbi, contra a Ferroviária —time que briga contra o rebaixamento. Será a chance de Dorival amenizar a insatisfação da torcida, que voltou a reclamar de seu trabalho nesta quarta.

No clássico com o Santos, no Morumbi, a torcida tricolor já havia se manifestado contra o técnico são-paulino com xingamentos.

Dorival bem que tentou mexer na formação tática para dar dinamismo ao ataque tricolor. O isolamento de Diego Souza como único centroavante e a lentidão de um setor que ainda conta com Cueva e Nenê foram determinantes para o treinador abandonar o 4-2-3-1 em favor do tradicional 4-4-2.

O São Paulo começou o jogo com Cueva mais próximo da área, escalado como atacante. No meio-campo, Hudson ganhou a vaga de Petros para ampliar o poder de marcação e dar maior tranquilidade para o setor ofensivo criar jogadas e finalizar a gol.

Na prática, as mudanças foram desastrosas. Diego Souza foi o jogador que menos ficou com a bola no primeiro tempo. Nenê deu 11 passes, número que foi superior só aos de Sidão e Marcos Guilherme. Ainda pior, o meia foi o que mais errou passes, com cinco falhas.

Resultado: Diego Souza e Nenê saíram no intervalo para a entrada de Tréllez e Valdívia. Com seis minutos, Reinaldo recebeu de Valdívia e cruzou para Cueva empatar.

O São Paulo de fato melhorou sem os medalhões, mas a defesa não lembrou em nada a equipe que antes da rodada passada tinha sido vazada só quatro vezes no ano. 

Militão e Rodrigo Caio deixaram Cueva, de 1,69 m, encarregado da marcação de Alison, de 1,86 m. Sem dificuldades, o zagueiro cabeceou fora do alcance de Sidão.

Já nos acréscimos, o juiz marcou pênalti em Tréllez. Cueva cobrou, mas o goleiro Vagner evitou o empate.

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