São Paulo empata com Ferroviária e agrava situação de Dorival

Time chegou ao terceiro jogo sem vitória, mas manteve liderança do Grupo B

São Paulo
Dorival Junior, técnico do São Paulo, durante partida contra a Ferroviária, pelo campeonato Paulista
Dorival Junior, técnico do São Paulo, durante partida contra a Ferroviária, pelo campeonato Paulista - Mauro Horita/Folhapress

A situação do técnico Dorival Júnior se agravou no São Paulo. O time foi incapaz de superar a defesa da Ferroviária e empatou sem gols neste domingo (25), no Morumbi. Vaias e xingamentos direcionados ao treinador e aos atletas foram ouvidos depois do encerramento do duelo.

Dorival ganhou um voto de confiança da diretoria na quinta (22), após a derrota por 2 a 1 para o Ituano. Ele ouviu cobranças por um rendimento melhor da equipe, mas teve a permanência no cargo assegurada pelos dirigentes.

A diretoria, no entanto, deixou em aberto a possibilidade de rever a decisão caso a equipe não desse uma resposta imediata. O coordenador de futebol, Ricardo Rocha, admitiu que a situação do treinador ficaria mais difícil se os resultados não aparecessem nas próximas partidas.

O empate com a Ferroviária foi o terceiro jogo do São Paulo sem vitória no Paulista. O time havia perdido os últimos dois compromissos no Estadual, contra Santos e Ituano.

O resultado também embolou o Grupo B. O São Paulo lidera a chave com 11 pontos, um a mais do que São Caetano e Ponte Preta. O Santo André é o último colocado, com oito pontos.

A pontuação do São Paulo é idêntica à de quatro clubes que ocupam as segundas e terceiras posições de outras chaves. Também é inferior à de Bragantino e São Bento, vice-líderes dos grupos A e C

A próxima partida da equipe será decisiva para o futuro de Dorival. O São Paulo receberá o CRB, quarta-feira (28), no Morumbi, pela terceira fase da Copa do Brasil. Um novo tropeço pode ser determinante para a queda de Dorival, que sofre críticas até de grupos aliados à diretoria por não ter dado um padrão de jogo ao time.

“O prazo para um treinador no Brasil é de três meses. Parece que é prazeroso ver uma mudança de técnico”, disse Dorival. “Sou responsável e tenho capacidade de fazer o time ir mais longe, mas preciso de tempo e paciência.”

A fim de corrigir a lentidão no ataque, um dos maiores defeitos do São Paulo, Dorival tirou Nenê do time titular e escalou Valdívia aberto pelo lado esquerdo do ataque. 

O técnico havia dito em janeiro que não tinha solicitado a chegada de Nenê. Já Valdívia, que teve boa atuação na derrota para o Ituano, na quarta-feira (21), veio para o time por indicação dele. 

O esquema tático foi mantido no 4-2-3-1, com Diego Souza posicionado como atacante. O jogador, que custou R$ 10 milhões, ficou menos estático no primeiro tempo. Por diversas vezes ele saiu de perto da área para ajudar na construção das jogadas, trocando de posição com Cueva

Por conta da fragilidade técnica da Ferroviária, o São Paulo assumiu o controle da partida sem precisar de muito esforço. O time manteve a posse de bola, mas, assim como em jogos anteriores, não conseguiu chegar ao ataque.

A impaciência da torcida ficou clara após o fim do primeiro tempo. O time foi para o vestiário ao som de vaias. 

Fora do Morumbi, torcedores organizados do São Paulo brigaram entre si até serem contidos pela Polícia Militar. Quarenta e seis pessoas foram presas.

Dorival não alterou o time no intervalo. Ele esperou 11 minutos para tirar Diego Souza, que foi vaiado pela torcida, e promover a entrada de Tréllez —atacante de origem. 

Aos 17 minutos, o técnico desfez a mudança que implementou para esta partida e trocou Valdívia por Nenê. A torcida reprovou e o xingou de “burro”.

Sem mostrar organização tática, o São Paulo passou a ter o zagueiro Rodrigo Caio auxiliando na armação ofensiva.

Aos 31 minutos, Cueva perdeu um gol feito. O jogador ficou de frente para a meta, mas teve o chute defendido por Tadeu.

Ao final do duelo, a torcida do São Paulo cobrou, entre xingamentos, respeito com a camisa tricolor.

Para Rodrigo Caio, as críticas não podem ser destinadas só a Dorival. “O técnico sempre leva a culpa, mas quem está em campo tem grande parcela nisso”, afirmou o zagueiro.

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