Fifa diz não temer boicote da seleção inglesa à Copa do Mundo

Governo britânico aplicou sanções à Rússia em retaliação ao envenenamento de um ex-espião

Homem com uniforme da seleção inglesa de futebol segura bandeira britânica em frente ao consulado russo em Londres
Homem com uniforme da seleção inglesa de futebol segura bandeira britânica em frente ao consulado russo em Londres - Tom Jacobs/Reuters
Fábio Aleixo
Moscou

A Fifa não teme que a crise diplomática entre Inglaterra e Rússia, em razão do envenenamento do ex-espião Serguei Skripal e sua filha, faça com que a seleção inglesa boicote a Copa do Mundo.

Na quarta-feira (14), a primeira-ministra britânica, Theresa May, anunciou que nenhum representante do governo ou da família real viajará à Rússia para a competição.

Esta é uma das retaliações aos russos, além da expulsão de 23 diplomatas do país do território britânico.

"Como o órgão que governa o futebol no mundo, a Fifa está comprometida em assegurar uma Copa do Mundo com sucesso. A Fifa e o COL [Comitê Organizador Local] têm total confiança que todas as 32 seleções participantes e os fãs de todo o mundo farão deste um evento memorável", afirmou a Fifa em nota enviada à Folha.

"Quanto a representações administrativas e diplomáticas na Copa do Mundo, cabe a cada país, de maneira independente, decidir sobre sua presença", declarou a entidade.

Também na quarta-feira, o Governo britânico publicou uma série de recomendações de segurança para os turistas que forem à Rússia para o Mundial. Entre elas estão evitar grandes manifestações públicas em apoio à seleção ou entrar em discussões políticas com os russos.

Durante a Copa do Mundo, a seleção inglesa terá sua base na cidade de Repino, a cerca de 45 quilômetros de São Petersburgo.

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