La Porta é escolhido novo vice-presidente do COB

Presidente da confederação de triatlo venceu a eleição com facilidade

Presidente do COB, Paulo Wanderley (centro), posa ao lado do novo vice, Marco La Porta, e dos integrantes do Conselho de Administração e de Ética, eleitos nesta sexta (23)
Presidente do COB, Paulo Wanderley (centro), posa ao lado do novo vice, Marco La Porta, e dos integrantes do Conselho de Administração e de Ética, eleitos nesta sexta (23) - Heitor Vilela/COB
Sérgio Rangel
Rio de Janeiro

O presidente da Confederação Brasileira de Triatlo, Marco Antonio La Porta, 50, venceu nesta sexta (23) a eleição para vice-presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil).

Ele ganhou com facilidade. La Porta obteve 44 votos. O segundo lugar ficou com Marcel Souza, ex-jogador da seleção brasileira de basquete, com três votos. Técnico da seleção de basquete na Olimpíada de Barcelona-1992, José Medalha terminou com apenas um voto.

“É retomar o caminho do COB agora. Quero mostrar seriedade para a socidade”, afirmou La Porta, que foi treinador de equipes militares a partir dos anos 80 antes de assumir a confederação de triatlo.

La Porta fica com a vaga deixada em aberto por Paulo Wanderley, que substituiu Carlos Arthur Nuzman no comando da entidade. Wanderley era vice de Nuzman, que renunciou em outubro, quando estava preso.

O então presidente do COB foi preso sob suspeita de ter feito a “ponte” entre o esquema de corrupção do governo Sérgio Cabral (PMDB) e os membros do COI (Comitê Olímpico Internacional) na escolha do Rio como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. 

Duas semanas depois da prisão, Nuzman deixou o presídio de Benfica, beneficiado pelo STF (Superior Tribunal de Justiça), que lhe concedeu um habeas corpus.

Na mesma sessão, o COB escolheu pela primeira vez os integrantes dos conselhos de Ética e de Administração.

No Conselho de Ética, Alberto Murray (35 votos), Caputo Bastos (26) e Ney Bello (26) foram eleitos entre os membros considerados "independentes". Já  Sami Arap (24) e Bernardino Santi (23) ganharam entre os “não independentes”.

Pelas regras da eleição, são considerados independentes quem não mantém ou manteve nos últimos anos vínculo econômico ou jurídico com entidades do sistema nacional do desporto.

Murray é neto de Sylvio de Magalhães Padilha, que representou o Brasil nas Olimpíadas de 1932 e 1936, no atletismo. Ele também foi presidente do COB por 27 anos.

MINISTRO FORA

Na escolha dos integrantes do Conselho de Administração, Ricardo Leyser perdeu a votação.

Ministro interino do Esporte do governo Dilma Rousseff por quase dois meses, o paulista filiado ao PC do B conseguiu apenas 16 votos e ficou de fora dos escolhidos no grupo dos “independentes”. Sergio Rodrigues (36 votos) e Carlos Osso (23) ganharam. 

Na mesma sessão, oito representantes das confederações foram eleitos para o órgão. São eles: Silvio Acácio Borges (Judô); Euclides Antonio Gusi, (Golfe); Matheus Figueiredo (Gelo); Marco Aurélio de Sá (Vela); Mauro José da Silva (Boxe) João Tomasini Schwertner (Canoagem); Ricardo Pacheco Machado (Esgrima); e Luis Carlos Cardoso do Nascimento (caratê).

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