Palmeiras e Corinthians acharam time ideal em clássicos até a final

Carille encontrou time em triunfos sobre o rival, enquanto Roger definiu equipe após derrota

Os técnicos Roger, do Palmeiras, e Carille (ao fundo), do Corinthians, em Itaquera - Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress
Alex Sabino Luiz Cosenzo
São Paulo

Adversários neste domingo (8) na decisão do Paulista, Palmeiras e Corinthians têm uma história em comum. Seus técnicos encontraram seus times ideais em clássicos.

Desacreditado no início de 2017 e rotulado como a quarta força do estado, o Corinthians ganhou confiança e encontrou sua formação ideal justamente após uma vitória sobre o rival por 1 a 0, em fevereiro do ano passado.

Carille, que havia sido efetivado no cargo há dois meses, alterou o esquema do 4-1-4-1 para o 4-2-3-1 e escalou Maycon na vaga de Camacho e Kazim no lugar de Jô, que estava sendo contestado. 
Com as mudanças, o time venceu com um jogador a menos desde a reta final do primeiro tempo e com um gol do ex-camisa 7 do clube aos 42 minutos da segunda etapa.

“Foi a vitória mais marcante por tudo que aconteceu naquele jogo: expulsão do Gabriel e equipe em formação. Depois desse jogo, a imprensa e a torcida começaram a ver o Corinthians de uma forma diferente”, disse Carille.

Do time que enfrentou o Palmeiras para a formação que se manteve como base, as duas únicas mudanças foram as entradas de Jadson —já esperada—, que na época aprimorava a forma física, e a volta de Jô como titular.

A equipe se manteve assim no Brasileiro, mas teve uma queda de produção no segundo turno. Sem vencer há quatro jogos no torneio, o técnico sacou Maycon e Jadson para as entradas de Camacho e Clayson diante do Palmeiras.

Com essa formação, venceu o Dérbi outra vez e mais quatro jogos na sequência para faturar o título nacional.

Neste ano, Carille tentou encontrar novamente o time ideal justamente no clássico. Sem um centroavante de ofício, escalou dois jogadores abertos (Clayson e Romero) e dois meias (Rodriguinho e Jadson). Vitória por 2 a 0 diante do rival, que até então estava invicto.

A formação, que deverá ser usada novamente neste domingo —as exceções serão as entradas do meia Matheus Vital na vaga de Clayson, suspenso, e de Ralf no lugar de Gabriel—, não emplacou.

Por outro lado, Roger achou a equipe titular do Palmeiras após a derrota. Tchê Tchê perdeu a posição para Bruno Henrique, que passou a ser peça fundamental na saída de bola e também na chegada ao ataque. Ele marcou quatro gols em nove jogos.

“Depois que perdemos para eles tivemos evolução tática e técnica”, disse Dudu, que confirmou uma reunião com cobrança entre o elenco após a derrota no clássico.

Neste domingo, o time considerado titular terá um desfalque. Expulso no jogo de ida, Felipe Melo será substituído por Moisés. 

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