Comitê dos EUA pagará R$ 4,7 milhões para apoiar vítimas de abuso na ginástica

Verba será destinada a um fundo de assistência a atletas do país

São Paulo

O Comitê Olímpico dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (22) que fará pagamento de US$ 1,3 milhão (R$ 4,7 milhões) para um fundo de assistência a atletas do país.

Essa entidade deve fornecer meios financeiros e aconselhamento a ginastas e ex-ginastas americanos que tenham sido vítimas de abuso sexual no ambiente esportivo. Os atletas deverão solicitar acesso aos serviços pelo site do fundo.

"Apesar de infelizmente não podermos apagar os terríveis atos de abuso sofridos por muitos ginastas, devemos apoiar seus esforços de recuperação corajosos de todas as formas possíveis", disse Susanne Lyons, diretora executiva do comitê americano. "Nós falhamos com esses atletas uma vez e não o faremos novamente".

Larry Nassar, médico condenado por abusar sexualmente de ginastas nos EUA, no seu julgamento
Larry Nassar, médico condenado por abusar sexualmente de ginastas nos EUA - Scott Olson - 5.fev.18/AFP

O comitê afirma estar preparando um programa separado para vítimas de abusos em outros esportes, que deve entrar em vigor até o fim do ano.

Na semana passada, a Universidade de Michigan chegou a um acordo com 332 vítimas de abuso do médico Larry Nassar e pagará US$ 500 milhões (R$ 1,8 bilhão) a elas como indenização.

Nassar, que foi condenado à prisão no início deste ano em caso de grande repercussão internacional, trabalhava como médico da universidade e da equipe olímpica de ginástica dos EUA. A instituição foi acusada de negligenciar denúncias feitas contra ele.

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