Descrição de chapéu Copa do Mundo

Atual campeã, Alemanha chega renovada, mas sob pressão após tropeços

Técnico usou pré-Copa para testes, mas desempenho da equipe não empolgou

Eduardo Geraque
Vatutinki (Rússia)

A Alemanha que se verá em campo contra o México, neste domingo (17), em Moscou, será um time renovado em relação a 2014.

Do grupo de 23 jogadores que viajou à Rússia, apenas 9 estiveram na Copa no Brasil. Mario Götze, autor do gol do título contra a Argentina, na prorrogação, foi um dos preteridos na lista final do técnico Joachim Löw.

Nomes que chegam a dar arrepios em alguns brasileiros, como Miroslav Klose, Schweinsteiger e Lahm, encerraram sua carreira na equipe.

Conhecidos que ficaram são Mesut Özil, Toni Kroos e Thomas Müller, entre outros.

Joachim Löw buscou renovar a seleção na comparação com 2014, mas time não teve grande desempenho pré-Copa 2018
Joachim Löw buscou renovar a seleção na comparação com 2014, mas time não teve grande desempenho pré-Copa 2018 - Patrik Stollarz/AFP

Apesar de mostrar energia --a Alemanha foi imbatível nas eliminatórias--, o desempenho no pré-Copa não empolgou. Löw testou diferentes jogadores em amistosos, em busca da formação ideal.

Neste ano, a Alemanha perdeu para Áustria e Brasil, quando jogou praticamente com o time reserva, empatou com a Espanha e só venceu a Arábia Saudita --em um apertado 2 a 1.

Uma questão tática para o treinador alemão resolver é no ataque. A dúvida é se Timo Werner, do Leipzig, pode ser o ponta de lança de que o time precisa. Muitos defendem que ele é melhor do que Klose.

Já Özil pode ficar de fora da estreia caso Löw, como especula a imprensa alemã, opte pelo meia Marco Reus, que fez boa temporada no Borussia Dortmund e só não viajou para o Brasil em 2014 devido a uma lesão no pré-Copa.

Juventude e experiência continuam sendo a tônica dos alemães. Outro problema é saber se a atmosfera nos arredores de Moscou vai fazer tão bem quanto a da Bahia.

"Não vamos perder energia com isso", avisou Löw no primeiro dia de treinos na Rússia. 

"Não é uma cidade litorânea. O clima é diferente, assim é Moscou. Não façam comparações." No Brasil, os alemães escolheram Santa Cruz Cabrália, no litoral sul baiano, como local de concentração.

Desta vez, a Alemanha está em um resort na vila de Vatutinki, isolado lugarejo de 10 mil habitantes, a 40 km de Moscou. Os torcedores não têm acesso ao complexo. 

"Nos primeiros dias no Campo Bahia [como os alemães chamam a concentração no Brasil] todos disseram também que era um lugar isolado, sem convívio com o povo da região", lembrou o técnico.

Ele disse preferir assim, pois quer ter um lugar isolado para recarregar as baterias e focar o trabalho tático, considerado por ele fundamental.

Nos primeiros treinos na Rússia vieram duas boas notícias que a torcida alemã esperava. O goleiro Manuel Neuer disse estar recuperado das duas contusões sofridas no pé em 2017. Mesmo sem ritmo de jogo, ele será o titular neste domingo no Estádio Lujniki, na capital russa.

Jérôme Boateng, poupado nos últimos amistosos, também treinou normalmente. "Ele é um dos nossos líderes. Um dos pilares da nossa defesa", soltou um aliviado Löw, que tem contrato até 2022.

Se obtiver a quinta estrela na final do dia 15 de julho, em Moscou, o futebol alemão irá se igualar ao brasileiro em duas marcas históricas.

A Alemanha se somaria ao Brasil no rol de nações pentacampeãs. Além disso, os alemães seriam também o terceiro time em todos os tempos a conseguir confirmar o título conquistado em um torneio anterior.

O Brasil tem essa marca desde 1962, no Chile, após ter vencido quatro anos antes em gramados suecos. A Itália venceu em 1934 e 1938.

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