Brasil enviará agentes da Polícia Federal para trabalhar na Copa

Eles trabalharão no centro de cooperação policial internacional, em Moscou

Policial com uniforme russo, de costas, olha campo de futebol
Policial faz segurança de treino no estádio de Rostov-on-Don, uma das cidades-sede da Copa do Mundo na Rússia - Associated Press
Fábio Aleixo
Moscou

O Brasil enviará cinco agentes da Polícia Federal para trabalhar na segurança da Copa do Mundo da Rússia, que tem início em 14 de junho e vai até 15 de julho.

O acordo internacional de cooperação foi assinado na segunda-feira (4) em Brasília pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e o embaixador da Rússia na capital federal, Serguei Akopov.

Os agentes trabalharão com representantes de outros 18 países no centro de cooperação policial internacional, em Moscou.

O ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, ao lado do embaixador da Rússia no Brasil, Serguei Akopov
O ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, ao lado do embaixador da Rússia no Brasil, Serguei Akopov - Isaac Amorim/MESP

Eles também viajarão pelas outras dez cidades-sede.

Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, os agentes brasileiros fazem parte das forças de segurança na garantia da lei da ordem para prevenir atos de violência e vandalismo tanto nos estádios como nos arredores e nos trajetos que os torcedores devem fazer.

"Teremos grupos móveis que se deslocarão pelas cidades. O Brasil estará baseado em Sochi e colocaremos policiais brasileiros neste grupo que irá lá, por exemplo", disse Akopov à agência de notícias russa Tass. 

"Estes agentes brasileiros providenciarão assistência legal e também poderão ser acionados para investigações de possíveis incidentes", completou o embaixador.

O acordo permite também a troca de dados sobre criminosos dos dois países. Isso ajudará a barrar brasileiros que estejam banidos de estádios no país de obterem o Fan ID (identidade do fã), documento obrigatório para ter acesso às arenas da Copa.

A Rússia investiu pesado em segurança para combater o hooliganismo e grupos terroristas.

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