Descrição de chapéu Copa do Mundo

Fora da tradição, Uruguai aposta em estilo ofensivo para encarar o Egito

Bicampeã, seleção dos atacantes Luis Suárez e Edinson Cavani estreia às 9h

Eduardo Geraque
Moscou

Sofrimento a cada jogo, força e garra. O Uruguai, duas vezes campeão do mundo, estreia nesta sexta-feira (15) na Copa do Mundo da Rússia em Iekaterinburgo, contra o Egito, às 9h (de Brasília), com uma proposta de jogo pouco usual em se tratando da escola uruguaia recente.

Em campo, alguns jogadores da geração vice-campeã do Mundial sub-20, em 2013, vêm renovando o estilo da seleção celeste. A proposta com Nandez, Vecino, Bentacur e Arrascaeta é ter mais a bola, trabalhar com paciência e atacar.

Cavani controla bola durante treino do Uruguai
Cavani controla bola durante treino do Uruguai - Natacha Pisarenko/Associated Press

Condição importante para alimentar, no ataque, Luis Suárez e Edinson Cavani. Dupla que, pelo menos no papel, começa o Mundial com potencial de ser uma das mais goleadoras da competição. 

 

Óscar Tabárez, que vai para a sua quarta Copa como treinador, depois de 1990 (Itália), 2010 (África do Sul) e 2014 (Brasil), tem dado aval ao novo estilo ofensivo uruguaio. 

Mesmo com essa nova proposta, o time manteve a tradicional consistência defensiva. No miolo da zaga, o Uruguai conta com o bom entrosamento da dupla do Atlético de Madri, Godin e Giménez.

O estilo mais raçudo, dos cruzamentos e contra-ataques, que está em segundo plano, porém, ainda pode voltar. Ainda mais por se tratar da Copa do Mundo. Foi assim que a seleção chegou ao quarto lugar em 2010 --perdeu nas semifinais para a Holanda.

A escola sul-americana de jogar futebol, que sempre procurou montar times fortes coletivamente para que os destaques individuais possam aparecer, é o que o técnico argentino Héctor Cúper também tenta implementar no Egito. 

A ideia é que, dessa forma, Mohamed Salah, praticamente recuperado de lesão no ombro, fique liberado para brilhar nos contra-ataques.

"Como treinador, minha prioridade é evitar que ocorram erros defensivos. Isso é uma filosofia de jogo diferente daquela a que os atletas egípcios estão acostumados", tem dito Cúper na fase final de preparação para os jogos do Mundial.

Apesar de a seleção africana ter feito história nas eliminatórias e estar de volta a um Mundial após 28 anos, existem outros números que o time quer tentar mudar. 

Ao longo das Copas, foram duas classificações, em 1934 e 1990. São quatro partidas, dois empates e duas derrotas. O Egito almeja sua primeira vitória em um Mundial.

Contra o Uruguai pode ser mais difícil, porque os sul-americanos são os favoritos do Grupo A, que tem ainda Rússia e Arábia Saudita, seleções que nesta quinta-feira (14) fizeram a partida de abertura da Copa do Mundo, que está de volta à Europa.

Os russos golearam por 5 a 0 os sauditas e vão brigar por uma das vagas nas oitavas.

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