Descrição de chapéu Copa do Mundo

Goleiro com mais defesas na Copa é muro do México em disputa por vaga

Ochoa é destaque do time mexicano, que precisa de empate contra Suécia para se classificar

Fábio Aleixo
Moscou

Precisando apenas de um empate para assegurar a classificação e acabar em primeiro sem depender de outro resultado, o México conta com uma fortaleza no gol para o duelo das 11h desta quarta (27), contra a Suécia, em Iekaterinburgo.

Os europeus garantem a classificação com uma vitória.

 
Guillermo Ochoa comemora após partida do México contra a Coreia do Sul
Guillermo Ochoa comemora após partida do México contra a Coreia do Sul - Martin Meissner/Associated Press

Guillermo Ochoa, 32, foi o goleiro que mais defesas fez nas duas primeiras rodadas da Copa do Mundo. Das 15 bolas que foram em direção à sua meta, apenas 1 balançou a rede, já no fim da vitória por 2 a 1 sobre a Coreia do Sul.

O goleiro tem a marca de uma defesa a cada sete minutos e eficiência de 93,3%.

Suas atuações na Rússia lhe renderam o apelido de “Muro do México”, referência e provocação à defesa do presidente americano Donald Trump da construção de um muro em toda a fronteira com o país.

“Esse é o único muro pelo qual o México está pagando”, escreveu em uma rede social o ator americano de origem mexicana Danny Ramirez. Trump afirma que a barreira será paga pelo país vizinho.

Frequentando a seleção desde 2005, Ochoa tem experiência em Copas. A da Rússia é a quarta de sua carreira. Nas duas primeiras, em 2006 e 2010, foi reserva.

Em 2011, durante a Copa Ouro da Concacaf, viveu momento delicado ao ser flagrado em um exame antidoping com clembuterol, broncodilatador que ajuda na respiração.

Suspenso pelo restante do torneio, foi absolvido mais tarde e ficou livre de uma pena maior após ser comprovado que a substância estava em carne contaminada.

No Mundial do Brasil, em 2014, Ochoa foi titular e ficou marcado por uma defesa em cabeçada de Neymar no empate em 0 a 0 com a seleção, na segunda rodada, que foi comparada à de Gordon Banks em 1970.

Em um time no qual o técnico Juan Carlos Osorio costuma promover rodízio de atletas, Ochoa é praticamente o único que tem um posto cativo.

O máximo que o México fez em Copas foi chegar às quartas de final, em 1970 e 1986. Nas últimas seis participações, caiu nas oitavas.

“O sonho meu e de todos os meus companheiros é ficar aqui até o último dia. Eu imagino e desejo e ninguém vai me proibir. Ninguém vai nos impedir disso”, disse Ochoa.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.