Palmeiras vence de virada e mantém tabu sobre o São Paulo no Allianz Parque

Time ganhou todas as sete partidas que fez contra o rival desta noite em seu estádio

Alex Sabino
São Paulo

O São Paulo jamais havia ganhado do Palmeiras no Allianz Parque. Nem empatado. Em seis jogos, eram seis vitórias palmeirenses. Agora são sete.

De virada, a equipe de Palestra Itália derrotou o rival por 3 a 1 neste sábado (2), em casa, pelo Campeonato Brasileiro. Aliviou a situação do pressionado técnico Roger Machado, que ainda não conseguiu fazer o time jogar como a torcida espera. Mas o resultado positivo lhe dá fôlego para as próximas rodadas.

Willian comemora gol diante do São Paulo neste sábado (2), no Allianz Parque
Willian comemora gol diante do São Paulo neste sábado (2), no Allianz Parque - Luis Moura/WPP/Folhapress

Já o São Paulo viu a sua primeira derrota na competição, em nove partidas. Agora não há mais nenhum clube invicto no Brasileiro.

Com o resultado, o Palmeiras chegou aos 14 pontos e está no quinto lugar no torneio. O São Paulo perdeu a chance de assumir a liderança e estacionou nos 16 pontos. Está em segundo, mas pode ser ultrapassado por Corinthians e Fluminense neste domingo (3).

Em todas as sete partidas que teve no Allianz Parque, a deste sábado foi  a que o São Paulo teve a melhor oportunidade para quebrar o jejum. Dominou o primeiro tempo que, tecnicamente, foi ruim.

O time de Diego Aguirre achou espaços para atacar pelas laterais do campo, embora tenha falhado nos cruzamentos. Os visitantes apostavam no nervosismo do Palmeiras, que estava desorganizado e e parecia sem alma, nervoso em campo.

Maior prova disso foi Edu Dracena cometer falha bizarra que deu origem ao gol do São Paulo aos 29 minutos. O árbitro Rodolpho Tosku Marques considerou que o atacante Marcos Guilherme desviou a bola, mas na verdade foi o zagueiro palmeirense quem finalizou para a própria rede.

Pode ter sido um presente de despedida para o atacante. Seu contrato de empréstimo do Atlético-PR termina no próximo dia 30. Se Marcos Guilherme fizer mais uma partida pelo São Paulo, chegará a sete no Campeonato Brasileiro e não poderá defender outra equipe na competição.

O clube paranaense pede 3,5 milhões de euros (R$ 15,3 milhões). A diretoria do Morumbi oferece 2 milhões de euros (R$ 8,75 milhões).

O Palmeiras não conseguiu criar nenhuma chance real para marcar até o intervalo. Atrás no placar, ficou ainda mais apavorado e levou a torcida junto. No espaço de 30 segundos, Felipe Melo e Dudu levaram cartão amarelo por reclamação. O público no Allianz Parque começou a cantar que se o Palmeiras não ganhasse, o pau quebraria.

Não foi por causa da ameaça, claro, mas o Palmeiras foi outro time no segundo tempo. Se não teve futebol envolvente, pelo menos mostrou muito mais vontade de mudar o resultado. Não demorou a conseguir. Contou com a ajuda do adversário. O São Paulo se encolheu e com a saída de Hudson, substituído por Petros, perdeu a capacidade de marcar no meio-campo.

Quando o Palmeiras empatou, com gol de Willian, aos 9 minutos, só havia um vencedor possível. Os donos da casa encontravam espaços e pela direita com Mayke e pela esquerda com Victor Luis. Willian fez mais um e Dudu marcou de peixinho.

Além dos méritos da mudança de comportamento, os donos da casa também contaram com a colaboração do goleiro Sidão, que poderia ter evitado dois dos três gols do rival.

Nem atrás no placar o São Paulo conseguiu reagir e o Palmeiras continuou atuando no segundo tempo com uma confiança que parecia perdida. Poderia ter feito mais gols.

Na próxima rodada, Roger Machado pode fazer seu time confirmar a recuperação contra o Grêmio, em Porto Alegre, na quarta (6). Um dia antes, o São Paulo vai receber o Internacional no Morumbi.

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.