Descrição de chapéu Copa do Mundo

Paulistano prefere sofrer em casa, e feriado na sexta de Copa não vinga

Bares ficaram vazios, e público se concentra diante de telão no centro

Ivan Finotti
São Paulo

A cidade de São Paulo amanheceu em ritmo de feriado nesta sexta (22) de jogo de Copa do Mundo. Metrôs vazios, avenida Paulista a meia bomba, calçadões do centro com alguns poucos grupos enfurnados em botecos, alguns dividindo cervejas no lugar de pingados.

Segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o congestionamento na cidade foi de paradisíaco zero km até as 11h.

 

A Vila Madalena acordou hiperpoliciada. Às 8h21, sete carros e duas motos da Guarda Civil Metropolitana se perfilavam em frente ao Boteco São Conrado, na rua Aspicuelta.

No domingo (17), o bar havia deixado um telão visível aos passantes, o que acabou fechando a rua ao tráfego --desrespeitando acordo com a Sociedade Amigos da Vila Madalena (Savima).

Desta vez, porém, um enorme pano amarelo impedia a visão do jogo para quem estava de fora.

Mas a ação nem era necessária nesta sexta. A Vila, como os demais locais visitados pela Folha, não foram pontos de aglomeração. Dada a hora do jogo, o paulistano preferiu sofrer mesmo em casa.

A exceção foi o tradicional telão Anhangabaú, com sua Arena Nº 1, que, segundo os organizadores, recebeu 18 mil pessoas. Ali, podia-se tomar um chope na aurora, usar banheiro químico e acompanhar Neymar no telão gigante.

Ali também o estudante Vitor Martins, 20, se ajoelhou, cobriu-se com a bandeira brasileira, sorriu aos céus e agradeceu a Deus "e a todo o contexto, pois desde que assisti ao 7 a 1 eu sabia que nunca mais abandonaria essa seleção". Em seguida, o DJ JetLag iniciou sua animação.

Mesmo com a vitória suada por 2 a 0 contra a Costa Rica, o feriado paulistano não vingou.

Após o jogo, São Paulo recuperou seu ritmo de trabalho, mas foi um dia de semana morno. O pico do congestionamento no horário do almoço foi às 13h30, com 81 km. Na sexta anterior, o auge matutino havia sido de 111 km às 9h.

Para quem esperava bares lotados de torcedores enforcando o trabalho, nada disso aconteceu.

Talvez nesta quarta-feira (27), quando o Brasil pega a Sérvia na briga por uma vaga nas oitavas de final.

Aí o jogo começa às 15h e termina perto da happy hour.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.