Guga, Billie Jean King e tenistas brasileiros homenageiam Maria Esther Bueno

Vencedora de 19 títulos de Grand Slam faleceu aos 78 anos nesta sexta (8)

Sheila Vieira
São Paulo

​O mundo do esporte repercute e lamenta a morte de Maria Esther Bueno, a maior tenista brasileira da história, que faleceu nesta sexta-feira (8), aos 78 anos. 

Atletas do tênis se manifestaram a respeito da morte da ex-tenista, campeã de 19 títulos de Grand Slam nos anos 50 e 60, entre outras conquistas.

Tricampeão de Roland Garros e ex-número 1 do mundo, Gustavo Kuerten se manifestou em seu perfil no Instagram.

"Gratidão, respeito e orgulho eterno à maior estrela do tênis brasileiro! Continuará sempre nos iluminando com suas conquistas inesquecíveis e seu espírito corajoso e inspirador", escreveu o ex-tenista catarinense. 

Campeã de 39 Grand Slams e parceira de Maria Esther no título de Wimbledon de 1965, a americana Billie Jean King lamentou o falecimento da brasileira à Folha.

"Sempre gostava de ver Maria em Wimbledon e em outros torneios de Slam. Ela foi a primeira grande estrela da América do Sul e é tão reverenciada lá. Foi uma grande influência na minha carreira e muitos jogadores da minha geração se espelhavam nela. Tive o privilégio de ganhar Wimbledon nas duplas com ela em 1965. Ela era muito elegante na quadra, no jeito que se vestia e como jogava. Tinha fãs em todo o mundo e fará muita falta", afirmou King.

O presidente Michel Temer se manifestou em seu perfil no Twitter. "Com pesar recebemos a notícia da morte da tenista Maria Esther Bueno. Ídolo do esporte brasileiro, ficou conhecida como bailarina pela leveza e elegância nas quadras. Será sempre lembrada como a nº 1 do tênis no coração de todos os brasileiros".

O tenista Bruno Soares, campeão de cinco títulos de Grand Slam em duplas e um dos melhores tenistas brasileiros da atualidade, se manifestou sobre o falecimento da ex-atleta.

"É importante falar da referência que a Maria Esther foi para nós do tênis brasileiro. Ela foi uma grande inovadora na época dela. Minha geração obviamente não teve a oportunidade de vê-la em quadra, vê-la atuando, mas pudemos ter a honra de ver o tanto que o nome Maria Esther Bueno foi importante para o tênis brasileiro e para o tênis mundial", afirmou Soares.

Primeiro campeão brasileiro de Wimbledon após Maria Esther, nas duplas em 2017, o mineiro Marcelo Melo também prestou sua homenagem. "Dia triste não só para o tênis brasileiro, mas para o tênis mundial. Que descanse em paz a maior tenista de todos os tempos que já tivemos", escreveu o tenista em seu perfil no Instagram.

Bia Haddad Maia, melhor tenista brasileira da atualidade (é número 1 do ranking nacional), prestou sua homenagem a Maria Esther Bueno com um depoimento publicado em seu Instagram.

"Ela sempre foi um ícone para o nosso país, representou da melhor forma possível, teve resultados brilhantes na carreira. O que posso desejar é muita força para a família. Agora ela vai ser mais uma estrela torcendo por cada um de nós. Vou tentar da melhor forma possível fazer meu melhor dentro de quadra para seguir nessa luta pelo nosso país. Guardarei todos os momentos que tive com ela", disse a tenista.

Fernando Meligeni, ex-top 30 do ranking mundial e atual comentarista de tênis dos canais ESPN, foi outro dos esportistas que se expressaram publicamente sobre a ida de Maria Esther. 

"Nunca fomos grandes amigos, mas você é amigo de quantos gênios do seu esporte ou trabalho? Tinha por ela muita admiração. Muito respeito e gratidão. O que ela fez pelo tênis ninguém fez. Maria Esther vai deixar saudade e mais uma lição. Nossos ídolos precisam ser tratados com muito mais dignidade. Precisamos cultivar mais o reconhecimento é respeitar o passado. Obrigado Maria Esther. Descanse em paz", escreveu Meligeni em sua conta no Instagram. 

Quem também prestou sua homenagem foi o tenista Thomaz Bellucci, ex-top 30 do ranking mundial.

"Ela foi a maior ganhadora de títulos do nosso país. Uma das maiores esportistas da nossa história e para a nossa sorte, uma tenista. Tenho um enorme respeito por ela. Foi uma superjogadora, pioneira no nosso país, onde pouca gente conhecia o esporte e em uma época onde tudo era muito mais difícil. As viagens, a premiação quase não existia. Eu não tinha uma relação próxima com ela. A gente se cumprimentava quando se encontrava, mas o que sempre me impressionou foi como ela era sempre respeitada lá fora, especialmente em Wimbledon e no US Open”, afirmou.

A organização do torneio de Wimbledon, no qual Maria Esther é tricampeã em simples, chamou a brasileira de "uma das nossas mais amadas campeãs".

"Sua humildade, graça e jogo criativo capturaram corações em todo o mundo, principalmente no seu Brasil, onde ela é e sempre será o orgulho de uma nação", afirmou a diretoria do All England Club, local em que Wimbledon é disputado.

 
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