Raphael Hernandes Amanda Lemos
São Paulo

Estreante nesta Copa, o sistema de árbitro de vídeo (VAR) foi destaque na fase de grupos. Nas oitavas, no entanto, passou a ser um coadjuvante.

Levantamento feito pela Folha mostra que o VAR foi usado pelo menos 21 uma vezes nos 48 jogos da fase de grupos.

Nas oito partidas das oitavas, apenas 1 caso.

Foi na partida entre Suécia e Suíça, nesta terça-feira (3). Já no fim dos acréscimos do segundo tempo, o árbitro esloveno Damir Skomina viu pênalti do defensor suíço Lang no jogador sueco Olsson. O infrator foi expulso.

Após consulta ao sistema de vídeo, no entanto, Skomina entendeu que o lance aconteceu fora da área. O pênalti foi transformado numa cobrança de falta, mas o cartão vermelho foi mantido.

Dos 21 casos anotados na fase de grupos, 14 foram com o monitor e outros 7 somente em conversa com a cabine. O juiz em campo mudou sua decisão em 13 dessas situações —uma delas no jogo entre Brasil e Costa Rica, com pênalti marcado sobre Neymar, posteriormente anulado.

A análise da reportagem leva em consideração casos em que o árbitro de campo, orientado pelo auxiliar de vídeo, revê o lance no monitor, e aqueles em que o auxiliar de vídeo revisa lances considerados objetivos (impedimento e se a falta foi dentro ou fora da área, por exemplo).

Casos em que o auxiliar de vídeo pondera sobre um lance interpretativo, como a marcação de um pênalti, mas não recomenda mudança na marcação do árbitro de campo não foram considerados, já que não houve a interferência direta do VAR na partida.

Relatório divulgado pela Fifa ao fim da fase de grupos apontou que, ao fim das 48 partidas da fase de grupos, 335 lances e incidentes durante os jogos foram revisados na central do VAR, em Moscou —incluindo todos os gols marcados no Mundial. Para a entidade, foram 17 revisões, 14 delas com o monitor.

Segundo a Fifa, o índice de acertos na decisão com uso do árbitro de vídeo é de 99,3%. Sem a novidade, o índice é de 95%. A avaliação é feita pela Comissão de Arbitragem.

Uma interrupção devido ao árbitro de vídeo em partida, conforme mostrou análise da Folha, toma tempo semelhante ao de uma parada por lesão. De acordo com a Fifa, uma média de 38 segundos por jogo foram perdidos para a verificação de lances com a tecnologia na fase de grupos.

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