Descrição de chapéu Copa do Mundo

Brasil deixa adversários para trás e repete rotina na elite da Copa desde 94

Nenhuma outra seleção esteve em todas as quartas desde o Mundial dos EUA

Camila Mattoso Diego Garcia Sérgio Rangel
Samara

Numa Copa do Mundo marcada por campeões mundiais vacilantes e eliminados--Alemanha, Argentina e Espanha que o digam--, o Brasil segue seu histórico de domínio no futebol mundial.

Ao garantir a classificação para as quartas de final, após vitória sobre o México, por 2 a 0, nesta segunda (2),a equipe confirmou sua presença entre os oito melhores do torneio. Estar nessa elite virou rotina para o Brasil a partir de 1994. Nenhuma outra seleção esteve em todas as quartas desde o Mundial dos EUA.

 

Se ainda não conseguiu confirmar o jogo bonito prometido por Tite antes da Copa, o Brasil se mostrou seguro contra o México. Após sofrer nos primeiros minutos do primeiro tempo, o time reagiu.

Na segunda etapa, conquistou a vitória por 2 a o, com gols de Neymar e Roberto Firmino.

Os gols asseguraram uma hegemonia em estatísticas de Mundiais. Os dois anotados em Samara garantiram a liderança no número de gols marcados ao Brasil, que agora já soma sete na Rússia.

O placar está 228 para a seleção, dois a mais do que a Alemanha, com 226.

Além disso, com a já garantida partida nas quartas, a seleção brasileira igualará a equipe alemã no número de jogos disputados em Copas: 109. A atual campeã liderava por 106 a 104 antes do Mundial.

No número de vitórias, o Brasil já era o primeiro e agora ampliou a vantagem. A equipe chegou a 73 na história e aumenta para 6 a vantagem sobre os alemães. Estava 70 a 66 para a seleção nacional antes desta edição do Mundial.

Com a saída precoce dos alemães --eliminados na primeira fase-- na Rússia, e sem a Itália nesta edição do torneio, a seleção ainda continuará até 2022 sem ninguém igual no ranking de títulos, sendo até agora a única pentacampeã. Alemanha e Itália são tetracampeãs.

"Em todos os torneios que entrar, o Brasil sempre estará entre os favoritos. Mas não adianta nada fazermos quatro jogos bons para sermos eliminados depois", disse o zagueiro Thiago Silva, capitão da equipe na vitória sobre o México.

Das quatro partidas disputadas na edição 2018, o time de Tite tomou apenas um gol, sendo o país menos vazado, ao lado do Uruguai.

O duelo contra o México foi o de placar mais fácil, mas mesmo assim a equipe brasileira sofreu em campo.

Os primeiros minutos contra os mexicanos foram de intensa pressão da equipe comandada por Juan Carlos Osorio, que chegou mais vezes ao ataque e ofereceu mais perigo. Do meio do primeiro tempo em diante, com boa apresentação de Willian, a equipe começou a trabalhar melhor a bola, trocando passes e chutando ao gol.

Tite corre para comemorar o segundo gol do Brasil, de Firmino, contra o México nas oitavas de final
Tite corre para comemorar o segundo gol do Brasil, de Firmino, contra o México nas oitavas de final - Eduardo Knapp/Folhapress

Neymar fez o primeiro aos 6 min do segundo tempo. Aos 43 min, Roberto Firmino ampliou o placar, o que fez Tite sair correndo do banco de reservas para comemorar com os jogadores, perto do escanteio. Era o gol do alívio.

Cair nas oitavas representaria um fracasso para Tite, que teria a prior campanha em Mundiais desde 1990. Na Itália, o Brasil foi eliminado pela Argentina, na primeira partida do mata-mata.

A próxima partida da seleção brasileira será em Kazan, na sexta-feira (6), contra a Bélgica. Os europeus chegam às quartas pela primeira vez desde 1986, quando terminaram em quarto lugar.

O único confronto entre Brasil e Bélgica em Mundiais foi em 2002, quando a seleção de Luiz Felipe Scolari venceu por 2 a 0, nas oitavas de final.

Nas últimas entrevistas, Tite demonstrou estar feliz com o desempenho de seu time. Ao mesmo tempo, evitou apontar o Brasil como favorito no confronto das quartas.

"O nível que atingimos é para as quartas de final. A equipe tem que consolidar e crescer. Não me atenho a favoritismos, essa mesma equipe [México] que vencemos hoje venceu, e bem, a Alemanha. Está tudo muito aberto [nesta Copa]", afirmou o técnico.

Há dois anos à frente da seleção, o treinador brasileiro chegou como unanimidade à CBF, depois dos fracassos de Luiz Felipe Scolari na Copa do Mundo de 2014 e de Dunga na Copa América de 2016.

A vitória desta segunda-feira em Samara foi a 20ª da seleção com Tite. Com ele, o time empatou quatro vezes e perdeu uma partida

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