Hamilton tem escudeiro contra Vettel, vence na Hungria e se isola na ponta

Inglês chega aos 213 pontos; Vettel e Raikkonen, ambos da Ferrari, completaram o pódio

São Paulo | UOL
O inglês Lewis Hamilton liderou praticamente de ponta e a ponta e venceu o Grande Prêmio da Hungria de Fórmula 1, neste domingo (29). Depois de conquistar a pole position em um treino classificatório sob chuva, Hamilton contou com a ajuda do companheiro de Mercedes Valteri Bottas, que segurou o avanço de Sebastian Vettel, da Ferrari, durante boa parte da corrida e permitiu uma vitória relativamente tranquila do inglês.
 
Lewis Hamilton, da Mercedes (à esq.) lidera durante o GP da Hungria
Lewis Hamilton, da Mercedes (à esq.) lidera durante o GP da Hungria - Laszlo Balogh/Associated Press

Bottas se manteve à frente de Vettel durante 65 voltas, o que permitiu que Hamilton aumentasse a distância na ponta da corrida.

Vettel só conseguiu ultrapassar o finlandês da Mercedes no final mas, sem tempo, não conseguiu tirar a vitória do inglês. Na ultrapassagem, Vettel e Botas se tocaram, e o finlandês levou a pior. Kimi Raikkonen, da Ferrari, completou o pódio ao também ultrapassar Bottas.

A vitória de Hamilton, em uma pista em que a Ferrari era considerada favorita, consolida ainda mais sua liderança no campeonato mundial. O inglês tem agora 213 pontos contra 189 de Vettel.

Toda a estratégia de Vettel para atacar Hamilton ficou prejudicada por causa de um pit stop mal feito pela Ferrari. Depois que os líderes Hamilton e Bottas pararam, o alemão assumiu a ponta e retardou sua troca de pneus para tentar ganhar tempo e voltar na segunda posição, na frente de Bottas, em condição de atacar o atual líder do campeonato  

A estratégia parecia promissora, mas a parada de Vettel foi de 5,2 segundos, bem maior do que se esperava, graças a um erro na troca do pneu dianteiro esquerdo.

O alemão voltou atrás de Bottas, que segurou a posição e permitiu que seu companheiro de equipe consolidasse a liderança na ponta. Pelo rádio, a Ferrari disse que Vettel não tinha alternativa a não ser atacar Bottas para tentar ultrapassá-lo, mas o alemão não conseguiu ser agressivo o suficiente.

Se a Red Bull não teve um fim de semana memorável, o australiano Daniel Ricciardo teve seu destaque pessoal.

Após largar em 12º, ser tocado na largada e perder mais posições, ele escalou o grid e emplacou uma bela ultrapassagem atrás da outra. Foram mais de dez ao longo da corrida.

Antes da trigésima volta, Ricciardo estava em quinto. Mesmo tendo um carro mais frequentemente mais lento que os oponentes, tirou a diferença no braço e proporcionou os melhores momentos da prova.

Corrida liderada por Lewis Hamilton, da Mercedes, durante o GP da Hungria - Bernadett Szabo/Reuters

O holandês Max Verstappen soltou cobras e lagartos no rádio em contato com a Red Bull logo depois que seu carro teve problemas de potência e o deixou na mão. Ele precisou abandonar a prova na quinta volta.

“What a fucking joke with this shit! [Que piada essa m****!]”, disse Verstappen no rádio, em contato com a equipe, que teve um fim de semana para esquecer em um circuito onde se esperava que eles levassem vantagem. “Toda essa p**** de tempo perdido com essa m****, honestamente!" 

Christian Horner, chefe da Red Bull, também se mostrou insatisfeito com o desempenho do motor Renault: “Nós pagamos milhões de libras por um produto de primeira classe e você pode perceber que estamos muito aquém disso”, afirmou ele à “Sky Sports”.

A temporada de 2018 é a última da parceira Red Bull/Renault. Em 2019, a equipe usará motores Honda.

Um erro da Ferrari deixou Kimi Raikonnen em apuros. Ainda no começo da corrida, a equipe informou a seu piloto que os mecânicos haviam esquecido de conectar o equipamento de hidratação do cockpit. O “homem de gelo” ficou as 70 voltas sem beber água, em uma tarde de muito calor em Budapeste.

Fernando Alonso completou 37 anos neste domingo e ganhou uma festinha da McLaren. A equipe preparou um emoji com o rosto do bicampeão mundial e lhe entregou um bolo na garagem, antes da largada.

Na pista, o espanhol esteve sempre em posições no meio do bolo, sem grande destaque e abriu passagem para Bottas e Vettel quando se tornou retardatário.

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